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Câncer de Pâncreas: Sintomas, Causas e Tratamento

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O câncer de pâncreas, assim como outras formas da enfermidade pode ser fatal. Trata-se de um tipo de tumor maligno que comumente não apresenta indícios de forma precoce, o que aumenta seu risco, uma vez que o diagnóstico no estágio inicial pode ser decisivo para reverter o quadro. Dessa forma, o câncer no pâncreas, na grande parte dos casos, é diagnosticado quando os órgãos próximos já estão atingidos pelas células cancerígenas, como os pulmões, fígado e o peritônio, que se refere a um tecido que reveste o abdômen.

Em muitos portadores, o câncer de pâncreas começa nos dutos que transportam o suco pancreático. Ainda mais, é interessante citar que os tumores mais comuns são do tipo adenocarcinoma, correspondente a cerca de 90% dos casos. No panorama mundial, a incidência desse tipo de câncer é baixa, sendo ainda mais incomum em pessoas com menos de 30 anos. Aponta-se que as chances sejam maiores acima dos 50 anos, em especial para o sexo masculino. No texto a seguir, confira mais aspectos da enfermidade:

Sintomas do câncer de pâncreas

Trata-se de um assunto em torno do câncer de pâncreas que levanta grande preocupação, pois este câncer tende a ser silencioso e indolor à medida que cresce, principalmente na fase inicial, e quando alcança um tamanho suficiente para causar sintomas, normalmente já está na parte externa do pâncreas, ou seja, no estágio em que apresenta uma gravidade maior.

Um dos grandes problemas neste contexto, sem dúvidas, é que o conhecimento sobre a doença, gravidade e a natureza dos sintomas, ainda é pouco difundido, o que acaba contribuindo com que as pessoas negligenciem ainda mais os sinais.

Os principais sintomas quando o câncer está na região da cabeça do pâncreas:

  • Perda de peso
  • Icterícia (pele amarelada)
  • Urina escura
  • Fezes claras
  • Comichão
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Dor abdominal
  • Dor nas costas
  • Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço
  • Diarreia

Principais sintomas quando o câncer está instalado na região do corpo e cauda do pâncreas

  • Dor na barriga
  • Dores nas costas
  • Perda de peso

Observação: algumas pessoas com câncer pancreático desenvolvem diabetes tipo 2, pois com a produção de insulina comprometida, as chances de diabetes aumentam. Além disso, é válido ressaltar que a maioria das pessoas com diabetes não possuem câncer no pâncreas.

Por essa razão, considera-se que muitos sinais passam despercebidos, o que só reforça a necessidade de realizar exames médicos de maneira regular e se ater aos indícios que o corpo apresenta, mesmo que não sejam graves. Afinal, conhecer o seu corpo e ter consciência de seu estado de saúde é fundamental, uma vez que mesmo que não seja câncer, ainda assim podem representar que algo está errado com o seu organismo. Lembre-se que um diagnóstico precoce carrega um grande significado, não apenas nos casos de câncer.

Quais são as funções do pâncreas?

Para um melhor entendimento do problema, é importante conhecer o que é o pâncreas e quais são suas principais funções, afinal, são importantes para um bom funcionamento do organismo e nesse tópico, as razões para tal importância serão apresentadas de maneira clara.

Trata-se de basicamente uma glândula que apresenta de 15 a 25 cm de extensão. O pâncreas está situado no abdômen, ou melhor, atrás do estômago, entre o baço e o duodeno, que faz parte do sistema endócrino e digestivo.

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Suas principais funções são a endócrina, que consiste na produção de insulina, que tem grande impacto no organismo, uma vez que é o hormônio relacionado ao nível glicêmico no fluxo sanguíneo. A outra é a função exócrina, que diz respeito à produção de enzimas relacionadas com a absorção dos alimentos e digestão.

Por essa razão, muitas vezes um problema no pâncreas pode apresentar disfunção no processo de produção da insulina, como no caso do diabetes, onde a glicose que poderia ser usufruída pelo organismo é eliminada por meio dos rins. No entanto, além do diabetes e do câncer, outras doenças podem afetar o pâncreas, tais como:

Fibrose cística: essa condição também recebe o nome de mucoviscidose e é uma doença genética, onde as glândulas exócrinas apresentam disfunções, elas são as responsáveis por produzir substâncias mais espessas e de eliminação mais dificultosa. Quando ocorre a obstrução dos ductos pancreáticos, a secreção atua como uma barreira, impedindo que as enzimas digestivas acometam o intestino, dessa forma há dificuldade para ganhar peso, má absorção de nutrientes, fezes volumosas com odor forte, entre outros indícios;

Pancreatite: refere-se a uma inflamação que acomete o pâncreas, podendo ser aguda ou crônica. A causa mais comum deste problema é o álcool ingerido em grandes quantidades e de forma frequente. Esse processo inflamatório pode provocar o aumento do pâncreas por causa do acúmulo de líquido, apresentando como principal sintoma uma forte dor abdominal de início repentino.

Como pode ser notado, as doenças acima apresentam alguns indícios que também fazem parte do câncer de pâncreas e de outras condições de saúde, sejam elas graves ou não. No entanto, neste caso são graves e devem ser tratadas da melhor maneira que for possível.

Quais são os estágio do câncer de pâncreas?

Assim como ocorre em outros tipos de câncer, é preciso conhecer em que estágio o tumor está, pois esse é um fator que contribui com uma definição mais específica do tratamento a ser realizado, além de ajudar em um possível prognóstico do quadro do portador.

Aponta-se que o sistema usado leva três fatores em consideração para analisar em que estágio o câncer de pâncreas está: os linfonodos em torno do tumor, presença de metástase, ou seja, se outras partes do corpo foram atingidas e claro, o próprio tumor.

Estágio 0: o câncer é encontrado apenas no revestimento dos ductos pancreáticos, ou melhor, sem metástases à distância ou nos linfonodos.

Estágio I: o tumor é de aproximadamente 2 centímetros de diâmetro e está restrito ao pâncreas.

Estágio IA: o tumor cresce, apresentando um tamanho superior a 2 centímetros, porém, ainda é limitado ao pâncreas, assim como o anterior.

Estágio IB: o câncer se espalhou para tecidos e órgãos próximos, entretanto não se espalhou para os nódulos linfáticos próximos.

Estágio IIA: o câncer se espalhou para os nódulos linfáticos próximos e pode se espalhar para outros tecidos e órgãos próximos. Este estágio ainda não apresenta o acometimento dos nervos e vasos sanguíneos.

Estágio IIB: o câncer se espalhou, apresentando metástases linfonodais em torno do tumor, que neste estágio, está desenvolvido além do pâncreas, porém, ainda sem o comprometimento dos vasos sanguíneos e nervos.

Estágio 3: neste estágio, o câncer já está desenvolvido além do pâncreas, com o acometimento dos nervos e vasos sanguíneos, porém, ainda sem metástases à distância.

Estágio 4: já neste caso, é possível notar metástases à distância e desenvolvimento e acometimento dos linfonodos variados de quadro para quadro.

É possível também que ocorra outra classificação seja apontada por sistemas de identificação do tumor, formando assim os seguintes grupos:

Ressecável: quando o tumor está situado apenas no pâncreas ou envolveu alguma área próxima do órgão. De maneira geral, normalmente envolve os primeiros estágios apresentados IA, IB e IIA. Considera-se que possa ser operado, porém, nem todos os tumores podem ser retirados, é algo que ficará a critério médico;

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Margem ressecável: os tipos que se enquadram neste caso, apresentam normalmente o acometimento de vasos sanguíneos próximos e a possibilidade de remoção cirurgia, porém, assim como todos os tipos, o médico responsável julgará o necessário para o seu caso;

Iressecável: normalmente englobam tumores que não apresentam a possibilidade de remoção total por meio de cirurgia.

Localmente avançado: por mais que não estejam disseminados, normalmente os tumores que enquadram este conjunto, não podem ser removidos totalmente durante uma cirurgia;

Metastático: trata-se de casos em que o tumor está disseminados para outros órgãos. Por mais que não possam ser removidos totalmente por meio de processo cirúrgico, é possível que ocorra apenas visando amenizar possíveis sintomas.

Quais são as formas de tratamento?

Primeiramente, o diagnóstico será realizado levando em consideração os indícios e claro, o resultado dos exames laboratoriais e de imagem, como a tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em muitos casos, a realização de uma biópsia é necessária para concluir o diagnóstico de forma precisa.

Naturalmente, o tratamento pressupõe até onde é possível, a retirada completa do tumor por meio de uma cirurgia. No entanto, assim como visto anteriormente, nem sempre é um procedimento possível de ser realizado, ainda mais, em alguns casos a cirurgia consiste apenas no alívio dos sintomas presentes.

De qualquer forma, o tratamento mais viável será estabelecido em todos os casos pelo médico responsável. A possibilidade de cura é potencialmente possível quando está na fase 1 e 2, após a primeira fase do estágio 2 a possibilidade diminui. O tratamento mais eficaz nestes estágios é a cirurgia.

No estágio 3 e 4, normalmente é inoperável, e a possibilidade de cura é mínima. Neste estágio, os médicos costumam recomendar tratamentos que controlam os sintomas como a dor. O tratamento mais recomendável é a quimioterapia, associada ou não a radioterapia, que é uma alternativa que evita recidivas do tumor e permite certo controle da doença.

Após a cirurgia de remoção dos tumores normalmente os médicos encaminham os pacientes para um tratamento pós-cirúrgico, para reduzir o risco de volta do câncer. Normalmente, a duração é de aproximadamente 6 meses.

É uma doença grave, que nem sempre possibilita o diagnóstico precoce ou a retirada total do tumor. Há casos em que a cirurgia é realizada apenas visando amenizar a obstrução do canal biliar ou evitar uma possível obstrução intestinal, ambas causadas pelo tumor nos órgãos.

É preciso ter consciência que cirurgia potencialmente curativa não corresponde a todos os casos, mas a cirurgia paliativa, apesar de não apresentar a cura, pode ser usada para prevenir uma série de complicações, capazes de impactar ainda mais na sua qualidade de vida.

Sem dúvidas, é preciso levar em consideração que os quadros e formas de tratamento estabelecidas podem ser muito relativas, afinal, cada organismo, estágio e métodos realizados apresentam suas condições e reações. No entanto, neste contexto é indispensável ressaltar que a decisão sobre o tratamento, deve ser tomada com cautela em conjunto com o médico para ter conhecido das possibilidades.

É um total direito de o paciente buscar por uma segunda opinião e se informar o máximo possível. No que diz respeito a interromper o tratamento, pode ser uma decisão tomada por inúmeros fatores, principalmente pessoais. Normalmente, essas decisões são tomadas em casos de câncer muito avançado, mas depende muito do seu caso, perspectivas, conversa com a equipe médica, entre outras questões.

Qual a relação do câncer no pâncreas com o fígado?

Conforme visto anteriormente, o pâncreas tem importantes funções para o organismo. Ele pode ser categorizado em três segmentos, o corpo, cabeça e a cauda. Um ponto importante a ser citado, é que ele apresenta um contato íntimo com o fígado, estando ambos relacionados com a manutenção e equilíbrio do nível glicêmico na corrente sanguínea, por isso que é comum abordar a metástase no fígado.

Normalmente, o fígado pode ser acometido no estágio 4 da doença, assim como outros órgãos também estão propensos a metástase, como os pulmões e o peritônio. Por essa razão, é indispensável o acompanhamento médico adequado, ficar atento a qualquer mudança de sintomas e cuidar-se da melhor forma possível. Nesse estágio, o principal tipo de tratamento é amenizar as células malignas, por meio, muitas vezes, da quimioterapia.

Dessa maneira, o câncer de fígado pode aparecer de forma primária, quando apenas o órgão é acometido e de maneira secundária, que também recebe o nome de metastático, onde o câncer apresenta origem em outro órgão, como neste caso, no pâncreas.

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Não só no caso do câncer no pâncreas, como em outras doenças que o acometem, o fígado pode acabar sendo comprometido. Na pancreatite aguda, por exemplo, alguns casos evoluem e apresentam maior severidade, onde além do pâncreas, o fígado e os pulmões podem ser acometidos.

Existe formas de se prevenir?

Da mesma forma que ocorre com diversas enfermidades, sejam elas fatais ou não, há estudos árduos em torno do câncer de pâncreas, que apontam um futuro promissor. Nesse contexto, não existem dados exatos de formas para evitá-lo. No entanto, alguns fatores são apontados como responsáveis por aumentar o risco. Veja a seguir fatores que causam câncer de pâncreas:

Pancreatite crônica: por mais que grande parte dos portadores de pancreatite crônica não desenvolva o câncer no pâncreas, essa é uma condição categorizada como fator de risco, pois favorece a incidência da enfermidade;

Uso de cigarros: o tabagismo e o alcoolismo, que será citado posteriormente, são dois fatores de risco que aparecem com frequência ao falar de câncer no pâncreas. Aponta-se que a chance de desenvolver essa e outras doenças é maior neste grupo;

Alcoolismo: o álcool em excesso pode não apenas ser um fator de risco para o câncer no pâncreas, como para uma série de problemas envolvendo todo o organismo, principalmente de condições que favorecem a incidência deste câncer.

Outros fatores a serem levados em consideração para o grupo de risco envolvem principalmente hábitos diários, como a dieta, ingestão de produtos processados e gordurosos, entre outros que contribuem com um organismo mais vulnerável de forma geral. Além disso, esses fatores também podem desencadear outras condições preocupantes, como a obesidade.

Qual é a taxa de sobrevida para portadores de câncer no pâncreas?

Normalmente a taxa de sobrevida é usada pelos médicos ao falar do prognóstico de um paciente, ou seja, sobre o futuro. Algumas informações apontam, que dependendo do caso, pode ser tanto de 6 meses, quanto de 5 anos após o diagnóstico do câncer.

No entanto, é preciso levar em consideração que nem sempre o organismo responde como o esperado, podendo assim, ter casos em que o paciente viveu menos ou mais que o esperado, alcançando até mesmo a cura. É um fator que serve de referência, ou seja, não garante nada.

Ainda mais, é válido citar que muitos fatores influenciam neste cenário, como o estágio do câncer, idade, estado generalizado de saúde, entre outros. Ao longo dos anos, principalmente com os avanços científicos, pode ser que o prognóstico seja mais favorável para uma série de casos. No entanto, a mortalidade ainda não apresenta grandes mudanças.

Saiba mais sobre o câncer no pâncreas

Por mais que seja um tipo de câncer categorizado como incomum ao redor do mundo, é preciso levar em consideração que apresenta alta taxa de mortalidade, especialmente pela dificuldade do diagnóstico e seu comportamento severo em grande parte dos casos.

No Brasil, por exemplo, refere-se em torno de 2% entre a incidência de câncer, porém, corresponde a 4% das mortes. Além disso, pesquisas apontam que grande parte das pessoas não possuem muita informação a respeito, nem mesmo sobre os sintomas.

Conforme apresentado, grande parte dos casos de câncer no pâncreas, mais precisamente, 95% eles, são causados por adenocarcinoma ductal que tem origem no pâncreas exócrino. Estudos indicam que o risco de desenvolver esse adenocarcinoma no decorrer da vida é de um em 67, mas naturalmente, a incidência aumenta ao longo dos anos, sendo o maior pico de ocorrência em cerca de 70 a 75 anos.

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