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Câncer de Pele: Sintomas, Tipos, Tem Cura?

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O câncer de pele é uma das formas da doença mais incidentes do mundo, sendo a exposição excessiva ao sol, o principal fator responsável por desencadear o quadro. Conforme será visto ao longo do texto, atualmente o diagnóstico, opções de prevenção, entre outros fatores já foram melhor identificados. A seguir, conheça os diferentes aspectos que essa complexa doença envolve.

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele integra o grupo de mais de 100 doenças que se referem ao câncer, que apresentam um crescimento desordenado das células que possuem capacidade de invadir tanto os órgãos, quanto os tecidos, tendo assim, possibilidade de acometer diferentes regiões do corpo, inclusive a de se espalhar. Ele é caracterizado essencialmente por mutações que acometem as células, causando grandes desordens, que por sua vez, favorecem o desenvolvimento da doença.

Neste cenário, o câncer de pele corresponde a um dos mais comuns ao redor do mundo, incluindo do Brasil. Ao pesquisar sobre o câncer de pele, é comum encontrar as nomenclaturas não melanoma e melanoma, fazem parte do “não melanoma” o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide, porém, é possível encontrar variações também em suas nomenclaturas. Já ao falar de melanomas, é necessário dar ênfase ao fato de que fazem parte da forma mais severa da doença.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Deve-se levar em consideração que as formas de câncer estão relacionadas aos tipos diversos de células pelo corpo. Por essa razão, existem vários tipos de câncer de pele, uma vez que a pele é constituída por mais de um tipo de célula. Por exemplo, se o câncer se inicia acometendo tecidos epiteliais, tais como mucosas ou a pele, ele recebe o nome de carcinoma. Caso tenha início em tecidos conjuntivos, por exemplo, na cartilagem, é chamado de sarcoma.

tipos de cancer de pele dicavida

A seguir, confira os principais tipos de câncer de pele:

Carcinoma Basocelular (CBC)

Trata-se do tipo que apresenta mais incidência entre todos os câncer de pele. Ele tem início identificado nas células basais, conforme já indica sua nomenclatura. Essas células, estão situadas na camada mais profunda da epiderme, que corresponde a cama superior da pele.

Apesar de ter uma letalidade considerada baixa, a detecção precoce é fundamental para que existam chances de cura. Sua maior incidência apresenta desenvolvimento em áreas com maior exposição ao sol, como o pescoço, couro cabeludo, costas, face e ombros. No entanto,a inda assim há possibilidade de se manifestar em regiões que não apresentam o mesmo grau de exposição, mesmo que seja mais raro.

Carcinoma Espinocelular (CEC)

Depois do carcinoma basocelular, que foi anteriormente apresentado, esse é o segundo tipo mais incidente do câncer de pele. Ele ocorre nas células escamosas, que compõem grande parte das camadas superiores da pele. Por mais que seja mais incidente em áreas de maior exposição ao sol, como pescoço, rosto e orelhas, ele pode se desenvolver no corpo como um todo. Aponta-seque seja um tipo mais frequente em homens.

Melanoma

Apesar de ser a forma menos incidente entre todos os tipos de câncer de pele, o melanoma é o que apresenta o maior índice de mortalidade. No entanto, quando ocorre o diagnóstico de maneira precoce, há chances de cura. Diferentemente dos outros tipos, normalmente as lesões do melanoma podem surgir em locais difíceis de serem notados, porém também há possibilidade do aparecimento no rosto e pescoço.

Quais são os estágios do melanoma?

Para identificar o estadiamento do melanoma, é preciso ter uma base clara de critérios patológicos e clínicos. São considerados fatores como, região, doença distante e o local acometido. Dessa forma, se pode categorizar nos seguintes estágios:

Estágios I e ll: neste caso, correspondem a um melanoma primário localizado;
Estágio lll: é possível identificar metástases que acometeram os linfonodos regionais;
Estágio IV: metástases a distância, ou seja, o câncer já está se espalhando de uma forma mais severa do que no estágio anterior.

É interessante citar que a identificação do estágio é importante, pois possui correlação com a sobrevida do paciente. Para ter precisão nas conclusões, o estadiamento apresenta grande dependência do nódulo sentinela e ainda mais, exames laboratoriais como o hemograma, além de outros, como radiografia torácica, TC e PET, podem ser realizados.

O que são tumores pré-cancerosos?

Ao abordar o câncer de pele, é possível que a queratose actínica seja citada. Essa condição também recebe o nome de queratose celular e corresponde a um estado pré-canceroso, originado pela exposição em excesso ao sol.

Na queratose actínica, é comum o surgimento de lesões ásperas de pequeno porte, que podem ser cor da pele ou avermelhadas e que podem acometer o dorso da mão, rosto e orelhas. Em alguns casos, carregam grandes chances de progressão para o carcinoma espinocelular.

Quais são as causas?

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O câncer de pele é originado do crescimento descontrolado e anormal que acometem as células que constituem a pele. Desde ponto em diante, as células se dispõem construindo camadas e conforme o grau de acometimento, são estipulados os diferentes tipos de câncer. Os que apresentam maior incidência, são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Apesar de ser o mais raro, o melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele.

Conheça os principais fatores de risco para o câncer de pele

Embora haja muito que ser desenvolvido no que diz respeito a estudos, testes e aplicações desse tipo de doença e todas as outras, aponta-se que a hereditariedade possua um papel significativo para o desenvolvimento do melanoma. Por esse motivo, recomenda-se que pessoas com histórico familiar de câncer de pele realizem exames de forma regular, essa é uma importante forma de cuidar da saúde e ter um diagnóstico o mais precoce o possível se for o caso.

Aponta-se que pessoas que apresentam a pele clara e que se queimam com uma facilidade notória devido a exposição ao sol, em especial, com fototipos 1 e 2, apresentam um maior risco do desenvolvimento do câncer de pele. Todavia, é interessante citar que a doença, apesar de mais comum nesses casos, também pode apresentar manifestação em fototipos mais altos, mesmo que seja algo raro.

Para uma compreensão melhor, é importante apresentar que os fototipos de pele se referem a uma famosa classificação estruturada na década de 70 pelo médico Thomas B. Fitzpatrick. Sendo assim, recebe, em sua homenagem, o nome de escala Fitzpatrick, que classifica a pele em 6 fototipos diferentes, a partir da sensibilidade ao bronzeamento quando há exposição solar. Veja a seguir quais são esses fototipos propostos por Fitzpatrick:

  1. Pele branca, que não apresenta bronzeamento e sempre queima, evidenciando assim, alta sensibilidade ao sol;
  2. Pele branca, ao contrário do primeiro fototipo, bronzeia um pouco e apesar de sempre queimar, apresenta uma sensibilidade menor ao sol;
  3. Pele morena clara: queima de uma forma moderada, o que se encaixa também no bronzeamento, já a sensibilidade, é considerada normal;
  4. Pele morena moderada: sempre fica bronzeada, mas ainda assim, apresenta sensibilidade normal a exposição solar e queima pouco;
  5. Pele morena escura: queima de uma forma rara, é pouco sensível ao sol e sempre bronzeia;
  6. Pele negra: é insensível ao sol, totalmente pigmentada e não apresenta queimaduras. No entanto, assim como todos os tipos, merece atenção e pode ser acometida pelo câncer de pele.

O câncer de pele apresenta sintomas?

Embora muitos tipos de câncer, não apenas o de pele, sejam considerados silenciosos, é possível que ocorram manifestações, que podem ser distintas de acordo com o tipo de câncer que está acometendo a pele, tais como:

Carcinoma basocelular

O tipo mais comum refere-se ao CBC nódulo-ulcerativo, que normalmente se traduz em forma de uma pequena protuberância sólida na pele, em geral vermelha, de fácil sangramento e que possui uma crosta central.

Carcinoma espinocelular

Geralmente, esse tipo de carcinoma apresenta um aspecto avermelhado. Ainda mais, é possível notar feridas descamativas, que não apresentam cicatrização e sangram de forma ocasional. É interessante citar que sua aparência pode ser semelhante à de verrugas.

Melanoma

Conforme citado anteriormente, no melanoma, as lesões podem aparecer em locais mais complexos de serem visualizados pelos portadores, por exemplo, nas mulheres é mais incidente nas pernas, já nos homens, nos troncos. No entanto, o surgimento de lesões no rosto ou pescoço também é possível, em ambos os sexos.

Um dos fatores que geram preocupação ao citar o melanoma, além de sua letalidade, são justamente as lesões, que normalmente tem aspecto de pinta ou um sinal. De maneira geral, apresentam o formato, tamanho e cor alterados, ou seja, muitas vezes pode ser considerado como algo comum. É um fato que dificulta que o portador vá ao médico o mais rápido possível.

Como pôde ser visto, o câncer de pele apresenta grandes chances de ser confundido com lesões aparentemente normais, como pintas e eczemas. Embora existam certas distinções entre os tipos da doença, de forma geral, os indícios são:

  • Protuberâncias brilhantes, avermelhadas, rosadas, castanhas ou multicoloridas;
  • Feridas que não cicatrizam, com possibilidade de também apresentarem coceira, crostas ou erosões;
  • Lesões que sangram com facilidade;
  • Pintas castanhas ou pretas que alteram sua textura e cor, apresentando bordas irregulares e aumento de dimensão.

No entanto, há possibilidade de que outros sinais apareçam, em especial nos melanomas metastáticos, que podem apresentar condições como dores de cabeça e abdominais, tosse, inchaço nos gânglios linfáticos, tosse, falta de ar, entre outros.

Esse tipo de câncer provoca coceira?

O câncer de pele pode ter a coceira como um de seus sintomas, pois é possível que as lesões sejam acometidas por alterações de sensação, como dor, sensibilidade e a coceira. Tome sempre cuidado ao tentar manipular feridas e protuberâncias na pele, pois pode causar danos.

Quais são outras doenças que apresentam sintomas similares?

Um diagnóstico preciso é fundamental, principalmente porque em alguns casos, os sintomas presentes podem ser similares ao de câncer de pele. Úlceras, placas descamativas e lesões nodulares são indícios comuns do carcinoma espinocelular e cada um deles tem suas possibilidades de aparecer em outras doenças que também acometem a pele, como:

Pioderma gangrenosa: apresenta como um dos indícios úlceras não cicatrizantes, porém, outros sintomas podem surgir, tais como mal-estar e febre. É válido citar que antes das lesões apresentarem ulceração, podem iniciar como uma pústula, pápula eritematosa inflamatória ou como nódulo;

Verruga vulgar: apresenta lesões nodulares como um de seus sintomas. As verrugas podem acometer todas as faixas etárias e devido a variedade de formatos, cores e sensibilidade, seus sintomas podem confundir as pessoas e dificultar a ida a um médico especializado;
Dermatite numular: também chamada de eczema numular, apresenta placas descamativas devido a inflamações que acometem a pele;

Psoríase: as placas descamativas da psoríase podem acometer diversos locais do corpo, por exemplo, genitais, cotovelos e couro cabeludo. A aparência das lesões pode variar, dependendo do tipo, a psoríase em placas são as mais incidentes.

Quais são as formas de diagnóstico?

Os diagnósticos podem variar, mas naturalmente, é um fator que será avaliado pelo médico. No caso do carcinoma espinocelular, basocelular e do melanoma, a biópsia é um dos procedimentos mais importantes para o diagnóstico, sendo em muitas situações, o principal.

A biópsia é considerada um exame invasivo, pois consiste na remoção de material celular ou de uma parte de tecido para obter um diagnóstico preciso. É realizado para o diagnóstico das mais diversas enfermidades, incluindo câncer de pele. No entanto, para resultados mais precisos, principalmente ao falar do melanoma, o procedimento precisa incluir a profundidade da derme por completo, além de se estender sutilmente além das bordas presentes na lesão.

Ainda no que diz respeito ao melanoma, indícios como escurecimento da lesão, sangramento, aumento recente e ulceração, podem indicar que esse tipo de câncer já acometeu a derme profunda. Por essa razão, um diagnóstico precoce é fundamental.

Quais são os prognósticos?

Quando se aborda o prognóstico de uma doença, trata-se de um termo que corresponde a identificação prévia de um possível desenvolvimento da enfermidade e resultado dos processos estabelecidos, como os tratamentos indicados pelo médico responsável pelo seu caso.

No que diz respeito ao carcinoma espinocelular, de forma geral, o prognóstico é excelente de lesões de pequeno porte que foram removidas de forma precoce e com os métodos adequados. Todavia, indica-se que em tumores pouco diferenciados, mesmo que seja incomum, há possibilidade de metástases regionais. Já em estágios com um progresso maior, a probabilidade da metástase aumenta, acometendo ao longo do tempo os órgãos mais próximos.

Já quando se trata do carcinoma basocelular, raramente há metástases. Todavia, existe a possibilidade de que tecidos sadios sejam acometidos. Dificilmente leva a óbito, a menos que a condição afete estruturas que são vitais ou orifícios como orelhas, boca e olhos. É fundamental que os portadores desta doença realizem exames regularmente, pois há possibilidade de que um novo quadro seja desenvolvido em 5 anos após o primeiro carcinoma.

No melanoma, o tipo mais severo do câncer de pele, diferentemente dos anteriores, o tumor pode ter uma disseminação muito mais rápida, levando a morte em questão de meses posteriormente ao diagnóstico. Todavia, o índice de cura depois de 5 anos das lesões originais superficiais, é evidentemente alto. Dessa forma, a cura apresenta grande dependência de um diagnóstico precoce e de um tratamento desenvolvido de forma adequada e rápida.

É um cenário que depende muito das metástases, quando foi dado o diagnóstico, a ulceração, entre outros fatores, que podem contribuir com uma taxa maior ou menor de sobrevida. O quadro por completo do paciente será avaliado para o prognóstico, lembrando que alterações no meio do processo podem ocorrer.

Quais são os tratamentos estabelecidos?

Quando se fala em tratamento de câncer, é muito comum que a radioterapia e quimioterapia sejam citadas. No entanto, é preciso ter consciência de que se trata de uma doença complexa, que abrange uma gama de opções distintas no que diz respeito ao tratamento, como métodos cirúrgicos, medicações tópicas e orais, entre outras. Jamais se automedique ou negligencie a importância do suporte médico, são doenças que podem ser realmente letais.

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Conforme os avanços de pesquisas e tecnológicos vão ocorrendo, consequentemente, as intervenções médicas também evoluem. Dessa forma, há uma gama de alternativas que podem ser escolhidas para o tratamento do câncer da pele (não melanoma). Naturalmente, cabe ao médico responsável pelo seu caso decidir qual é o meio mais adequado de tratar. De forma geral, grande parte dos carcinomas espinocelulares e basocelulares podem contar com tratamentos apontados como simples por alguns profissionais, tais como:

Cirurgia excisional
Um método que visa a retirada do tumor por meio de um bisturi. No entanto, para uma margem de segurança, também ocorre a remoção de uma borda adicional de pele sadia. Após a retirada, os tecidos são adequadamente examinados para identificar se as células cancerosas foram de fato extraídas com eficácia. Esse procedimento apresenta índices de cura significativos e há possibilidade de ser recomendada para casos de tumores recorrentes.

Criocirurgia
Com um índice de cura mais baixo que o método anterior, a criocirurgia consiste no combate do tumor através de um método de congelamento que utiliza nitrogênio líquido. Pode ser uma alternativa viável em casos de tumores recorrentes ou pequenos, não sendo indicado para casos invasivos. É importante citar que neste método não há cortes ou sangramento.

Terapia Fotodinâmica (PDT)
Um agente fotossensibilizante é aplicado na pele acometida, por exemplo, o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA). Em seguida, depois de algumas horas, o agente é ativado por meio de uma luz intensa. Esse processo visa destruir as células tumorais, causando danos mínimos aos tecidos que ainda estão sadios.

Já no caso do melanoma, o tratamento também depende de diversos fatores, como a agressividade, onde o tumor está situado, situação de saúde do paciente e idade. Os métodos mais utilizados consistem na cirurgia excisional que foi anteriormente apresentada e na cirurgia micrográfica de Mohs.

Essa segunda cirurgia, corresponde a um método que se repete até que não sobrem indícios de células tumorais. Nele, um cirurgião remove o tumor e uma pequena parte da pele em torno dele com uma cureta. Posteriormente, ocorre a análise do material em um microscópio.

Trata-se de um processo que visa preservar grande parte dos tecidos saudáveis. Normalmente, é usada para os três tipos de câncer de pele, em especial, para situações com tumores mal-delimitados ou casos críticos, onde outros tipos de características não são muito viáveis.

Hoje em dia, alguns testes genéticos possuem a capacidade de definir quais são as mutações responsáveis por levar ao desenvolvimento do melanoma avançado, por exemplo, CDK4, NRAS e BRAF. Essa é uma forma de identificar qual é o tipo de tratamento mais adequado para cada portador.

Por mais que o melanoma avançado seja complexo de ser curado, por meio de exames, entre outros procedimentos essenciais, é possível controlar a doença metastática por um período maior, aumentando a sobrevida do paciente.

O câncer de pele tem cura?

Alguns tipos de câncer de pele apresentam chances de cura, em especial quando ocorre o diagnóstico precoce. É um cenário similar ao de outras doenças, uma vez que a detecção precoce pode ser decisiva para reverter o quadro. O carcinoma basocelular, que corresponde a forma de câncer de pele mais frequente, ao ter um diagnóstico cedo, apresenta grandes chances de cura.

O cenário se repete ao tratar do melanoma, uma vez que a possibilidade de cura com um diagnóstico precoce fique em torno de 90%, o que é um número significativo, considerando a gravidade que esse câncer apresenta.

Indica-se que nos estágios iniciais o melanoma apresente grandes chances de cura devido ao fato de que ele tem início somente na camada considerada a mais superficial da pele. Esse é um fator que torna a remoção cirúrgica mais fácil, levando à cura do tumor. No entanto, em estágios mais severos, a lesão se mostra de forma mais espessa e com maior profundidade. Esse cenário é favorável para a metástase, que corresponde a condição do câncer se espalhar para outros órgãos. Neste último caso, as possibilidades de cura começam a ser reduzidas.

Complicações

Um diagnóstico precoce é indispensável para qualquer enfermidade. É necessário compreender que não seria diferente ao se falar do câncer de pele, mesmo que alguns tipos tenham taxas menores de letalidade, em especial, quando comparados ao melanoma. Afinal, além de abrir portas para que outros órgãos sejam comprometidos, um diagnóstico mais tardio pode representar outras complicações.

Alguns exemplos dessas complicações englobam principalmente as lesões, pois é possível que apareçam lesões desfigurantes ou até mesmo mutilantes em áreas bem expostas do corpo, o que causa um grande impacto para o portador, não apenas estético.

Como se prevenir?

Os índices do câncer de pele e a possibilidade de se prevenir por meio de atitudes consideravelmente simples, torna fundamental o aumento de conscientização. Por meio de campanhas de prevenção, talvez, o cenário comece a mudar. Outras condições graves são visadas para conscientização, como o câncer de mama e o tabagismo, porém, no panorama geral de prevenção e se informar, compartilhar o conhecimento e colocar em prática as orientações da campanha, também é fundamental.

O câncer ainda é considerado uma doença complexa e não é diferente ao se tratar do câncer pele. No entanto, algumas medidas preventivas são apontadas. Como pode ser notado, ao longo do texto fala-se muito sobre a exposição solar, pois e fato uma exposição excessiva e sem nenhum tipo de proteção, pode resultar não apenas em danos na pele, como em tumores cutâneos.

No entanto, existem outras formas de se prevenir, que levam em consideração principalmente os fatores de risco do câncer de pele. Confira a seguir algumas dessas medidas:

  • Exames regulares: visitar um médico e realizar exames periodicamente, é um fator que ajuda a preservar a saúde e torna capaz que uma doença como o câncer e outras, sejam descobertas da forma mais rápida possível. Ainda mais, quem possui histórico familiar com câncer, deve redobrar a preocupação, incluindo visitas regulares ao dermatologista;
  • Hábitos diários: usar filtro solar é algo vantajoso não apenas quando se vai à praia ou piscina, mas diariamente;
  • Tendas certas: normalmente as pessoas levam tendas ou barradas para a praia e piscina, neste caso, é interessante citar que os tipos mais confiáveis, que absorvem em torno de 50% da radiação ultravioleta são as constituídas por lona ou algodão.

No caso do filtro solar, vale a pena citar que é importante reaplicar de forma constante, isso não exclui nem mesmo os fatores de proteção mais altos.

O uso de chapéu, guarda-sol, entre outros tipos de acessórios e vestimentas, pode contribuir também para amenizar a penetração da radiação UV, em especial entre 10h e 15h, horários que se aponta em que a intensidade dos raios UVA e UVB solares é maior.

Como identificar algo anormal na pele?

como identificar o câncer de pele dicavida

Ter conhecimento da sua pele é indispensável para identificar anormalidades que indiquem não apenas o câncer de pele, como outros tipos de enfermidades. No entanto, é fundamental lembrar que apenas um profissional capacitado pode diagnosticar o câncer ou qualquer outra doença.

Diversos profissionais e portais informativos citam a Regra do ABCDE para identificar as principais manifestações dos três tipos de câncer de pele, que consistem nos já apresentados, o melanoma, carcinoma espinocelular e o carcinoma basocelular. No entanto, já neste ponto é fundamental saber que em caso de suspeita, a procura por um dermatologista deve ser imediata, afinal, observações ou testes caseiros não substituem a importância de uma avaliação médica adequada.

Regra do ABCDE

– Assimetria: aponta-se que lesões assimétricas sejam malignas, já as simétricas, benignas;

– Bordas: é preciso observar bem as lesões, em especial, ao notar suas bordas. Lesões com bordar irregulares podem ser um indicador maligno, já com borda regular, benigno;

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– Cor: as lesões, por exemplo, pintas, que não são nocivas para a saúde, normalmente apresentam um tom único. A situação se altera ao falar de lesões malignas, pois neste caso, é possível notar dois tons ou mais;

– Dimensão: lesões maiores a 6 mm apresentam maior probabilidade de serem malignas;

– Evolução: conforme notado nas pintas ou outras lesões comuns, não ocorre o crescimento, muito menos a mudança de cor. Todavia, uma lesão que muda de cor e cresce, tem grande risco de ser maligna.

Naturalmente, nem toda pinta é câncer, as sardas são um grande exemplo disso, pois não evoluem para tumores cancerosos. No entanto, ao notar pintas “novas”, que alteram seu aspecto, incluindo cor, tamanho e não apresentam bordas bem delimitadas, é hora de ficar alerta e buscar uma opinião profissional.

Conheça os principais aspectos da relação entre a exposição solar e o câncer de pele

Muitas pessoas negligenciam os reais danos que as queimaduras solares podem resultar na pele. A vermelhidão não se refere a uma parte natural e inofensiva do processo de bronzeamento, mas indica danos sendo causados a pele. Afinal, e diversas doenças, como no câncer pele apresentado neste artigo, os danos que acometem os queratinócitos e melanócitos ocorrem muito antes da degeneração do tecido e o câncer de pele propriamente dito.

Vale lembrar que a pele é formada por três camadas, que correspondem a epiderme, derme e hipoderme, a mais externa, intermediária e a última, respectivamente. A maior responsabilidade da epiderme, é constituir uma barreira que protege o corpo, em especial, contra danos externos, dificultando a entrada de micróbios, entre outros agentes no organismo e a saída de água do organismo. Claramente, a radiação UV está inclusa neste cenário.

Ao falar da relação dos raios UV com a pele, é importante ter consciência de que se trata de um processo complexo, afinal, possui relação com rações morfológicas e químicas. Basicamente, as modificações na epiderme, causadas por esses raios, levam a também alterações nas proteínas e no DNA, o que favorece o estabelecimento da enfermidade.

Todo esse contexto leva ao comprometimento da barreira de proteção da pele, devido a uma resposta inflamatória intensa causada por notórias modificações.O comprometimento da camada de ozônio, hábitos dos seres humanos e a ação da luz UV solar, torna o cenário ainda mais preocupante.

Basicamente, a ação dos raios UV, que como pode ser visto, são uma das principais causas, resultam no rompimento da dupla hélice do DNA, o que acaba favorecendo o bloqueio da replicação e transcrição, causando alterações que favorecem o surgimento do câncer. No entanto, também é preciso citar que esses tipos de danos ocorrem comumente, porém, é possível que o dano seja reparado ou que o processo de divisão celular siga com a forma de DNA modificada.

Outra possibilidade é que a célula tenha morte programada, processo que recebe o nome de apoptose, e seja eliminada do tecido. No entanto, quando isso não ocorre, dependendo do gene que sofreu a mutação, é possível que ele se prolifere e acometa as células normais. É um cenário realmente complexo.

Cenário e histórico do câncer de pele no Brasil

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele corresponde em torno de 33% da incidência da enfermidade no Brasil. Aponta-se pelo Instituto Nacional do câncer (INCA), que são registrados a cada ano, em torno de 180 mil casos novos. Esse fator, claramente, só reforça a necessidade de compartilhar cada vez mais informação e contribuir assim, para que as pessoas tenham consciência do que a doença se trata, como se prevenir e os indícios.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão para diagnósticos do melanoma no Brasil é de 6.260. A nível mundial, estima-se que em torno de 200 mil novos quadros de melanoma são registrados a cada ano. Um dos fatores mais preocupantes neste cenário, é a falta de informação das pessoas, pois conforme apresentado, por mais que não seja o mais frequente, não deixa de ser o mais letal.

Ainda de acordo com dados do Inca, o número de mortes originadas do melanoma chega perto do número de óbitos causados pelos outros tumores de pele juntos, o que reforça a severidade dessa forma da doença.

Novamente no que diz respeito ao redor do mundo, aponta-se que a ocorrência de carcinoma é em torno de vinte vezes maior do que aos casos de melanoma. Os países que estão mais próximos da linha do equador, são apontados como os mais acometidos, já que a população está praticamente mais propensa a uma exposição aos efeitos da ação da luz UV do sol.

É apontado por alguns profissionais como um problema de saúde pública. Em especial porque nos últimos anos ocorreu um crescimento notável no índice de casos. Afinal, conforme apresentado, é um dos tipos de câncer que mais afetam pessoas de pele clara ao redor do mundo, em ambos os sexos.

Pesquisas já indicaram que em território brasileiro, as taxas mais altas encontradas nos dois sexos correspondem a região Sul. Já quando o fator da sobrevida é abordado, aponta-se que a média em países desenvolvidos, é em torno de 73% no período de cinco anos. Todavia, em países em desenvolvimento, essa estimativa é alterada para 56%, enquanto a média mundial fica em torno de 69%.

São números preocupantes de forma geral, afinal o câncer, não apenas o de pele, é uma enfermidade complexa, que quando descoberto de forma tardia, muitas vezes pode levar a óbito. Todavia, cada vez mais métodos estão sendo pesquisados para os tratamentos e diagnósticos mais precoces. Por isso, é importante ter conhecimento e sempre recorrer a orientação médica, em especial, para obter o tratamento e diagnóstico mais precisos para o seu tipo de caso em particular.

Fonte:

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/skin-cancer/symptoms-causes/syc-203776056

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