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Caroço (Nódulo) no Pescoço: O que é? Como tratar?

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A princípio, o nódulo do pescoço pode parecer algo banal e muitas vezes é ignorado, porém, pode ter diversos motivos por trás da protuberância. Afinal, nosso sistema imunológico é composto por células que defendem o organismo de agentes estranhos, mantendo seu equilíbrio e enviando respostas quando algo não vai bem. Nesse sistema, existem os gânglios linfáticos, que realizam exatamente esta função, ou seja, eliminar aqueles agentes do corpo.

Dessa forma, um caroço ou nódulo no pescoço, por exemplo, indica vários motivos, dos simples aos mais complexos, necessitando de uma avaliação apurada. Confira abaixo o que desencadeia os caroços no pescoço, os sintomas, diagnóstico e formas de tratamento:

O que desencadeia os caroços no pescoço?

Existem várias causas que levam ao aparecimento de caroços no pescoço, seja do lado direito ou esquerdo. Podem ser tanto simples, sem grandes riscos para a saúde e facilmente tratáveis, quanto severos, capazes de comprometer a qualidade de vida dos portadores. Veja a seguir algumas das possíveis causas:

Íngua: consiste em um linfonodo inchado devido a infecções na garganta, por exemplo. O tempo considerado normal para o desaparecimento da íngua é de um mês, porém, caso cresça e ainda mais, endureça, esse pode ser um sinal de uma condição grave. Muitas vezes são ínguas casos de caroços que se movem, que podem apresentar ou não dor;

Gripe, resfriados, alergia: nesses casos podem ocorrer irritações na garganta capazes de gerar elevações;

Infecções por vírus, herpes ou HIV: alguns dos indícios de ambas as enfermidades envolvem erupções e inchaços dos gânglios, além de outros como dores, úlceras e coceira;

Amigdalite: conforme o nome já indica, a amigdalite consiste no acometimento das amígdalas por uma inflamação, entre os sintomas, é possível notar as amídalas inchadas, gânglios cervicais aumentados, dor, entre outros;

Tuberculose: enfermidade que hoje em dia é considerada rara, é bacteriana infecciosa e acomete essencialmente os pulmões. É comum que os portadores apresentem o inchaço dos gânglios, entre outros indícios bem conhecidos, como tosse, perda de peso, dor no peito e febre;

Bócio: condição caracterizada pelo aumento anormal da glândula tireoide. É um problema comum, normalmente causado por inflamação ou por deficiência de iodo;

Rubéola: hoje em dia a enfermidade é rara e pode ser evitada com vacina. Trata-se de uma infecção viral contagiosa, com diversas erupções vermelhas, em que também ocorre o inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço;

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Caxumba: como existe vacina, atualmente a caxumba é classificada como uma doença rara. A condição consiste em uma infecção viral, que acomete as glândulas salivares e tem como principal sintoma o inchaço das glândulas;

Alterações na tiroide: a tireoide é uma importante glândula para o equilíbrio de todo o organismo, por isso, disfunções que a acometem podem causar diversas condições, que tem o aparecimento de inchaços na região entre os indícios;

Contratura no pescoço: consiste na contração inadequada do pescoço, que pode causar grandes incômodos e até mesmo limitar os movimentos devido ao incômodo;

Reações alérgicas: causada por certos agentes externos, alimentos, picadas de insetos ou medicamentos;

Faringite bacteriana ou viral: trata-se de uma inflamação que é comum, principalmente no inverno, já que é o período em que a transmissão é facilitada entre as pessoas;

Linfoma de Hodgkin: consiste em um tumor maligno do tecido linfático, os sintomas variam de acordo com a área acometida, que pode ser os gânglios linfáticos do pescoço, axilas ou outros, que ficam inchados;

Câncer de boca, tiroide, cabeça ou pescoço: em diversos tipos de câncer, é possível que ocorra inchaço, porém, depende muito de cada quadro dos portadores e das áreas afetadas;

Lipoma: tumor benigno do tecido gorduroso da pele, essa protuberância é muito comum e pode surgir em diversos locais além do pescoço, raramente representa algo grave;

Sarcoidose: doença caracterizada pelo crescimento de grupos pequenos de células inflamatórias em diferentes partes do corpo. Os sintomas mais comuns são o inchaço dos linfonodos na região do pescoço e manchas pela pele;

Toxoplasmose: doença causada pelo parasita toxoplasma gondii, que pode causar graves complicações, especialmente para pessoas com o sistema imunológico comprometido. Além do inchaço dos gânglios, também é possível que apareça dor muscular e febre.

Conforme pode ser notado, uma das principais causas é a linfadenite, que consiste na infecção que acomete um ou mais linfonodos, que apresentam inchaço e sensibilidade. Em grande parte dos casos, essa condição é originada de infecções bacterianas e virais.

Neste processo, a infecção se espalha até o nódulo linfático por meio do processo infeccioso, seja do nariz, olhos, pele, entre outras opções. Dessa forma, diversos gânglios linfáticos podem ser acometidos ou apenas os de determinadas zonas pelo corpo.

Quais são os sintomas?

De acordo com o que foi apresentado, estes caroços podem aparecer em qualquer parte do pescoço (nuca parte de trás ou da frente do pescoço e até mesmo atrás das orelhas) e com aspectos variados. Dessa forma, os sinais podem ser muito distintos de acordo com a causa da condição. Normalmente, podem acompanhar este problema indícios como:

  • Nódulos que podem ou não causar dor;
  • Desconforto ao engolir ou falar;
  • Inchaço da região;
  • Rouquidão ou mudança da voz;
  • Feridas na boca;
  • Dificuldade em respirar.

Caso os nódulos atinjam a tiroide, alguns sintomas característicos do hipertireoidismo podem ocorrer como:

  • Pulsação rápida;
  • Aumento de apetite ou perda de peso;
  • Nervosismo;
  • Agitação;
  • Pele ruborizada e ressecada;
  • Fadiga.

Enfermidades mais graves podem apresentar principalmente dores, excreção de pus e lesões pela pele. Lembre-se de que alguns quadros podem não apresentar sintomas, além de nódulo, por essa razão, buscar orientação médica é muito importante para ter um diagnóstico correto o mais rápido possível.

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Qual é a diferença entre nódulo, pólipo e cisto?

Ao notar uma protuberância no pescoço, em muitos casos, se espera que desapareça rápido. No entanto, é preciso se ater aos possíveis sintomas e ter consciência de que pode se tratar de diversas condições, além disso, pode ser diferentes tipos de protuberâncias, como os pólipos, cistos e nódulos. Neste texto, será possível entender a diferença entre eles, já que pelo menos na aparência fica fácil se confundir.

É válido citar que, de forma geral, conforme foi visto anteriormente neste artigo, essas protuberâncias podem aparecer devido a uma agressão que acometeu o organismo, infecção ou até mesmo por pré-disposição genética. Sendo assim, nem sempre indicam câncer ou outras enfermidades graves.

Cisto

O cisto é oco e em seu interior é possível que uma série de alternativas esteja presentes, tais como sangue, líquidos, ar, pus, entre outros fluídos. Eles podem estar presentes em qualquer tecido do corpo e naturalmente, as substâncias internas podem variar. Os cistos que apresentam células dentro podem ter o interior esvaziado e não precisa necessariamente de um procedimento para removê-lo.

No entanto, o cenário é diferente ao se tratar de um cisto mais complexo, com células dentro, afinal, nesses casos, as chances de progredir para uma condição maligna são grandes.

Nódulo

O que recebe o nome de caroço se refere ao nódulo e é possível que apareça em qualquer área da pele. No entanto, quando surge em uma região palpável e provoca o inchaço, é denominado tumoração. A principal diferença com o cisto, é que não é oco. Normalmente, são redondos e sólidos, apresentando o crescimento em uma região bem delimitada. Ao notar a falta dessa delimitação, é interessante redobrar os cuidados, pois pode ser um fator que indica o tumor maligno.

Pólipo

Normalmente aparecem em mucosas como a bexiga, estômago e no intestino. Ele é causado pelo acúmulo das células responsáveis pelo revestimento. Uma das principais complicações, é que os pólipos são capazes de obstruir o órgão e por isso, precisam ser removidos e direcionados à análise. Ainda mais, pode ocorrer o acumulo de células inflamatórias, nesse caso, chama-se a condição de pólipo inflamatório, que acomete, por exemplo, as vias respiratórias. Os tipos mais comuns são os pólipos colorretais, nasais e endometriais.

Formas de diagnóstico

Caso presencie caroços no pescoço, com ou sem dor, é necessário procurar ajuda médica, em especial se os mesmos não desaparecerem em até 2 semanas. Algumas pessoas negligenciam a presença dos caroços, mas lembre-se que pode ser uma forte de indicação de que alguma coisa está errada em seu organismo.

Ao recorrer a um médico, é indispensável se ater aos possíveis sintomas que podem acompanhar o seu quadro, pois é algo que facilitará o diagnóstico. Não se esqueça de ir a um local de confiança e buscar segundas opiniões caso julgue necessário. Afinal, ao mesmo tempo em que pode não ser nada de grave, existem diversas enfermidades severas que tem nódulos e inchaços no pescoço.

O clínico geral, endocrinologista, otorrinolaringologista ou pneumologista poderão ser os especialistas a avaliarem o caso, que farão algumas perguntas sobre seu histórico médico, um exame físico (como a palpação) e exames específicos (como, por exemplo, ultrassonografia, tomografia ou biópsia, quando necessário).

Somente dessas formas, o médico encontrará um diagnóstico mais preciso e claro do que possam de fato ser esses caroços, buscando a causa, realizando exames e encontrando o melhor tratamento possível para o seu quadro clínico.

A diversidade entre as áreas que os nódulos podem estar presentes, também envolve a possibilidade de que ele esteja localizado em áreas menos acessíveis do corpo, por exemplo, no pâncreas ou pulmão. No entanto, existem algumas técnicas não invasivas ou pouco invasivas, que permitem que aspectos dos nódulos sejam identificados e o acompanhamento necessário realizado.

Tratamentos possíveis para os nódulos no pescoço

Sem dúvidas, a forma como serão tratados os caroços depende muito do fator que os originou e do quadro geral apresentado pelo paciente. Quando se estabelecem por motivos mais simples, desaparecem após algumas semanas, sem necessidade de tratamento. Nem sempre é necessário ou viável remover, porém, será um fator averiguado entre o paciente e o médico.

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Em casos mais complexos, o tratamento deve ser realizado corretamente para evitar complicações ou alastramento de infecções, afinal, outras enfermidades severas podem acometer os portadores dos nódulos, caso o tratamento mais adequado não seja realizado o mais rápido possível e com o acompanhamento necessário. Podem ser recomendados, por exemplo:

Compressas de gelo: é indicado para desinchar a região, geralmente são recomendadas em casos de contraturas ou lesões;

Medicamentos: métodos medicamentosos podem ser indicados, como, por exemplo, antibióticos e anti-inflamatórios para eliminar a infecção e a inflamação; antialérgicos (quando a causa é devido a alergias) ou analgésicos para aliviar a dor. São opções que podem ser exploradas não apenas levando em consideração o que desencadeou o nódulo, como também o sintoma presente. Uma vez que não são todos os casos que podem ser tratados, em alguns, há apenas a possibilidade de amenizar os sinais, proporcionando assim, uma melhor qualidade de vida para o portador;

Repouso: indicado para se recuperar de infecções e inflamações, normalmente, é uma orientação complementar ao tratamento, seja ele severo ou não, afinal, promove uma recuperação mais favorável para o organismo, evitando também possíveis complicações;

Ingestão de água: para hidratar a região e se recuperar das inflamações, é uma ação também categorizada como complementar de diversos tratamentos, que contribui com a melhora de maneira geral;

Cirurgia: pode ser realizada em casos mais graves para remoção do caroço, como, por exemplo, bócio, cisto benigno, tumores malignos. No que diz respeito a retirar os nódulos, existe uma série de fatores a serem considerados, tais como se há crescimento ou desconforto, o local em que está situado e a delimitação apresentada. O médico responsável avaliará cada caso com os exames necessários, pois dessa forma, será possível obter um diagnóstico preciso;

Quimioterapia e/ou Radioterapia: em casos de tumores malignos, são opções exploradas principalmente em casos mais graves ou em que não é possível retirar o tumor totalmente por meio cirúrgico.

De qualquer maneira, é sempre bom estar atento às respostas que o corpo dá, apalpando as regiões onde possam aparecer os nódulos e, assim que sentir algo diferente, doloroso e estranho, buscar ajuda médica para avaliar o caso desde o início e poder se recuperar mais rapidamente.

Ainda mais, durante o tratamento, é possível que o quadro, dependendo da condição enfrentada, apresente alterações. Neste contexto, é preciso ter um acompanhamento médico adequado e informar caso algo apareça, ou seja, sentido. Para que seja possível realizar exames, caso necessário e estabelecer um tratamento mais adequado.

Veja o especialista falando sobre o nódulo no pescoço (3:22):

Fonte:

https://patient.info/doctor/neck-lumps-and-bumps

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