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Cirrose Hepática: Causas, Sintomas e Tratamentos

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A cirrose hepática, é uma condição comum e basicamente, refere-se ao resultado do ataque de várias doenças que acometeram o organismo por um longo tempo, prejudicando essencialmente o fígado. Neste cenário, ocorre a morte de células saudáveis do fígado, formando assim, várias cicatrizes. Caso não receba o tratamento adequado, a condição pode ter complicações graves, entre elas, a perda das funções normais exercidas pelo órgão, sendo algumas vezes recomendado o transplante.

Por mais que o fígado tenha a interessante função de regeneração, ele já foi tão agredido, que cicatrizes fibrosas são formadas, dificultando assim que trabalhe corretamente. Essa regeneração, leva o fígado a produzir colágeno. Com a produção elevada desta proteína estrutural, a fibrose pressiona os vasos sanguíneos, o que acaba causando a obstrução. Enquanto isso, as células passam a ter um tipo de regeneração deformada, que não conseguem desempenhar o papel necessário.

O que causa a cirrose hepática?

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Uma das principais causas que levam ao estabelecimento da cirrose hepática, é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. O álcool é capaz de produzir substâncias tóxicas que acabam tendo uma inflamação como resultado no decorrer dos anos. Quando não tratada adequadamente, é possível que cicatrizes apareçam no fígado, que é justamente o que caracteriza a cirrose.

Além disso, o fígado é o responsável pela metabolização do álcool, sendo assim, quando fica exposto a doses em excesso dessa substância, os seus tecidos vitais são comprometidos e como resultado, seu funcionamento apresenta disfunções.

Ainda mais, trata-se de uma doença que progride de forma lenta por muitos anos, até que o órgão tenha as suas principais funções comprometidas, o que pode levar a insuficiência hepática. Como poderá ser visto neste texto, existem outras doenças capazes de causar a cirrose.

É interessante notar que o consumo em excesso de álcool, não significa necessariamente que a pessoa terá a cirrose hepática. Aponta-se que as mulheres são mais propensas a desenvolver este problema do que os homens.

Tudo dependerá do histórico genético e claramente, do seu organismo. Confira a seguir as principais doenças que levam ao aparecimento da cirrose:

  • Hepatite B ou C: a infecção do vírus da hepatite B ou C, pode ser uma das causas para a cirrose hepática. Afinal, tratam-se de infecções graves que acometem o fígado e podem ter complicações graves;
  • Hepatite autoimune: a hepatite autoimune é caracterizada quando o próprio sistema imunológico ataca as células do fígado, causando inflamação. Apesar de ser rara, é uma enfermidade sem cura e que pode ser severa;
  • Hemocromatose: a hemocromatose é uma doença categorizada como rara, que se caracteriza pela sobrecarga de ferro no organismo, que pode acometer e intoxicar diversos órgãos, sendo um deles, o fígado;
  • Doença de Wilson: a doença pode ser fatal e é caracterizada pelo acúmulo em excesso de cobre nos órgãos, causado pela deficiência na forma de eliminação;
  • Cirrose biliar primária: é uma inflamação que conta com a cicatrização progressiva dos dutos biliares no fígado, em diversos casos, os dutos acabam sendo bloqueados, causando complicações, como a insuficiência hepática.

O fígado é um órgão que apresenta uma capacidade de regeneração interessante, uma vez que caso parte seja retirada, dependendo de sua situação, em alguns meses, seu tamanho volta ao normal. No entanto, em casos de cirrose, a regeneração das células é comprometida, por causa das cicatrizes fibrosas que foram formadas no fígado, que faz com que se torne mais rígido e menor.

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É necessário observar que distúrbios variados podem causas lesões repetidamente, entre outros fatores, como toxinas e medicamentos. No momento em que ele é acometido, como pôde ser visto, ele se regenera, porém, quando a fibrose é disseminada e lesões constantes surgem, formam-se “faixas” pelo fígado, que comprometem sua estrutura interna.

Além de comprometer a função hepática, o tecido de cicatrização também pode interferir no fluxo sanguíneo na veia porta, que é responsável pelo transporte do sangue do intestino até o fígado. Essa obstrução, pode causar a pressão arterial elevada nessa área. Os sintomas que geralmente surgem nesses casos, envolvem desconforto abdominal, sangramento que acomete o trato digestivo, inchaço e confusão mental.

Quais são os sintomas?

Durante a fase inicial de cirrose pode ser que não haja nenhum sinal aparente. Entretanto, conforme a doença avança os sintomas começam a surgir. Veja só os mais comuns:

  • Amarelão na pele e olhos
  • Falta de apetite
  • Fadiga e cansaço
  • Urina e fezes escuras
  • Confusão mental e mudanças na personalidade
  • Coceira
  • Febre
  • Sangue nas fezes
  • Retenção de líquidos e inchaço em partes do corpo
  • Emagrecimento ou ganho de peso rápido

É importante citar que em alguns casos, pode surgir a encefalopatia hepática, que consiste em uma síndrome que acomete o cérebro, provando alterações em seu funcionamento devido ao comprometimento sofrido pelo fígado.

Como diagnosticar a cirrose?

Para um diagnóstico preciso, lembre-se de informar ao médico todos os sintomas que vem sentindo. A princípio, pode ser realizado um exame clínico verificando sintomas como a febre ou inchaços. Além disso, é necessário saber qual é o estado do fígado, para saber o quão comprometido pode estar.

A principal abordagem para esses casos, consistem em amenizar os sintomas para conter a inflamação. Naturalmente isso varia de caso para caso, tudo dependerá do que o médico responsável julgar necessário para o desenvolvimento de uma forma de tratamento eficaz.

Claramente, cada médico apresentará uma conduta de acordo com o que for apresentado no consultório, os exames que podem ser solicitados, são o de sangue e de imagem, como tomografia ou ultrassom, pois essas são formas de descobrir possíveis problemas subjacentes.

  • Ao procurar o médico, procure se lembrar de todos os sintomas sentidos para facilitar o diagnóstico.
  • Primeiramente, o médico vai fazer o exame físico verificando inchaços ou icterícia. Sua principal preocupação será ver o estado do fígado para saber se houve uma alteração ou aumento.
  • Exame de sangue pode ser solicitado se houver grande suspeita de cirrose, poderá fazê-lo em uma clínica confiável.
  • Talvez sejam necessários exames de imagens como tomografia ou ultrassom para confirmar a presença da doença.
  • Um procedimento invasivo, mas que pode ser solicitado é a biopsia que nada mais é do que retirar um pedaço do fígado para análise.
  • Não é incomum o médico diagnosticar cirrose durante uma cirurgia já que o médico poderá ver diretamente o fígado.

Como tratar?

Apesar de não ter cura, existe tratamento para a cirrose hepática, que visa controlar os sintomas, evitar complicações e amenizar os danos causados ao fígado. Geralmente, os tratamentos recomendados nesses quadros, possuem um maior foco nas causas subjacentes.

No entanto, em casos mais severos, pode ser recomendado um transplante de fígado, tudo dependerá do seu estado e do estágio em que a cirrose hepática está. O transplante consiste na substituição por meio de uma cirurgia, de parte ou todo o fígado doente por um saudável.

Algumas das recomendações prescritas pelo médico podem envolver mudanças na dieta, por exemplo, menos sal e evitar o consumo de álcool. Além disso, o uso de medicamentos também pode ser indicado, por exemplo, de diuréticos, antibióticos, antivirais, entre outros que possam contribuir com o seu caso. Não se esqueça de nunca se automedicar, pois a dose ou substância errada, por causar erros irreparáveis para a sua saúde.

  • Em casos de cirrose causada por excesso de álcool o tratamento é parar de beber imediatamente.
  • Se você tiver hepatite, poderá fazer uso de medicação antiviral prescrita pelo médico.
  • Para quem tem alguma doença auto-imune o tratamento vária.
  • Por último, existem medicamentos para aliviar os sintomas da cirrose. Por exemplo, no caso de retenção de líquidos usam-se os diuréticos e diminui-se o consumo de sal. Laxantes podem ser usados para remover as toxinas do corpo.
  • Em casos extremamente avançados, onde há risco de morte o recomendado é um transplante de fígado.

Como prevenir?

As principais formas de prevenção envolvem as causas subjacentes da cirrose hepática. Não se esqueça de que ao ter um problema de saúde, muitas vezes trata-se de algo que pode ter a capacidade de abrir portas para outras enfermidades, por isso, buscar o tratamento adequado é indispensável. Veja a seguir as principais formas de se prevenir:

  • Evite o consumo abusivo de álcool, lembre-se que essa é uma substância que pode causar não apenas o vício, mas também diversas doenças;
  • Use sempre preservativo, pois ao ter relações sexuais sem a proteção adequada, é possível contrair doenças, como a hepatites B, C, entre tantas outras sexualmente transmissíveis;
  • Caso tenha hepatites B ou C crônicas, não se esqueça de seguir o tratamento com disciplina, para que dessa forma, evite complicações como a cirrose;
  • Mantenha a vacinação em dia, pois é uma forma de evitar o contágio da hepatite B.
  • Tenha uma alimentação equilibrada ingerindo verduras, vitaminas e pouca gordura.
  • Evite se expor a produtos químicos como os materiais de limpeza ou use proteção apropriada.

Quais são as principais funções do fígado?

Principalmente no que diz respeito a bebidas alcoólicas, diversas pessoas já ouviram falar do fígado. No entanto, para uma melhor compreensão do que se trata a cirrose hepática e porque problemas relacionados a ele podem ser tão graves, é interessante compreender suas funções.

Geralmente, problemas no fígado não apresentam sintomas, por isso que usualmente, quando os sinais aparecerem, pode ser um indício que ele já está seriamente comprometido.

Cada célula presente no fígado, executa um papel específico, sendo todas essenciais para o equilíbrio do organismo. Suas funções são variadas, tais como:

Síntese de colesterol:

O colesterol é metabolizado no fígado e excretado pela bile;

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Secreção de bile: a produção da bile se dá no fígado. A princípio, fica concentrada na vesícula, sendo posteriormente direcionada para o intestino, onde auxilia na dissolução e aproveitamento das gorduras. Por essa razão, no momento em que os canais biliares são obstruídos, o metabolismo das gorduras é comprometido;

Desintoxicação do organismo:

O fígado pode realizar a transformação de hormônios em substâncias não ativas, para que dessa forma, o organismo seja capaz de excretá-los;

Produção de proteínas nobres:

O fígado também está relacionado com a produção de proteínas, como a albumina, de suma importância para o organismo, já que mantém a água dentro da circulação. A queda de sua produção pode representar problemas, como inchaços. Quando seu funcionamento é comprometido, o nível de substâncias importantes para o organismo também pode ser alterado, uma das situações que podem ocorrer, são os sangramentos abundantes, de ferimentos presentes muitas vezes nas gengivas ou em outros casos como pelo nariz de forma espontânea;

Armazenamento de glicose:

Após a sua extração do bolo alimentar, o fígado armazena a glicose sob a forma de glicogênio, que posteriormente fica a disposição do organismo de acordo com o que seja necessário. Nesta situação, as células hepáticas desempenham o papel de reservatório de combustível, uma vez que no momento em que alguma parte do corpo necessita de energia, a glicose é enviada para a circulação, por exemplo, os músculos esqueléticos ou o cérebro.

Conheça os problemas causados pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas

A capacidade do fígado de metabolizar o álcool, apesar de ser constante, é limitada, ou seja, é preciso um certo período para realizar a metabolização de determinadas quantidades. Não é possível acelerar o processo, por isso que em caso de consumo excessivo, os efeitos podem ser mais explícitos, já que o álcool ficará no sangue por mais tempo.

O efeito do álcool em cada pessoa pode variar, pois se trata de uma substância complexa, que pode resultar nos mais diversos tipos de problemas e comportamentos em quem está ingerindo com frequência.

Apesar da cirrose hepática não ser causada exclusivamente pelo consumo em excesso de bebidas alcoólicas, essa é uma de suas principais causas. Para uma melhor compreensão da gravidade que essas bebidas podem representar para o organismo, confira abaixo alguns dos principais problemas que podem causar:

Memória:

Danos ao cérebro, mais especificadamente na memória, é um problema comum notado em pessoas que bebem álcool com frequência. A evolução pode se apresentar lentamente, mas torna-se progressiva ao longo do tempo, causando danos na memória e no que diz respeito à rigidez do pensamento;

Dependência:

Ao falar de vícios, parte das pessoas podem pensar em drogas ilícitas, como cocaína e crack. No entanto, o álcool, que é socialmente aceitável, pode causar dependência física e psicológica. Apesar de quando consumido em doses menores ocasionalmente ter um efeito relaxante, com o aumento do consumo, cada vez mais frequente, ele se torna um grande inimigo, piorando a qualidade de vida, saúde e bem-estar;

Violência:

Como dito anteriormente, cada pessoa reage aos efeitos do álcool de uma forma. Em curto prazo, no momento em que está ingerindo, o jeito de sentir, raciocinar e planejar fica alterado, por isso que pessoas intoxicadas podem mudar rapidamente o jeito e se tornarem violentas. Em longo prazo, isso pode resultar em problemas sérios no convívio social;

Problemas cardiovasculares:

o consumo em doses exageradas de álcool contribui e agrava problemas como a insuficiência cardíaca, hipertensão arterial e torna os indivíduos mais propensos a terem quadros de acidente vascular cerebral, entre outros problemas;

Pancreatite:

a pancreatite é uma doença comum que pode ter várias casas e início de forma súbita, entre uma das razões para o seu desenvolvimento, é o consumo intenso e crônico de álcool. Normalmente, requer hospitalização para tratamento dos sintomas e de problemas subjacentes;

Hepatite alcoólica:

trata-se de uma inflamação que acomete o fígado devido ao consumo em excesso de álcool. Geralmente, ela se estabelece de acordo com o consumo excessivo ao longo dos anos. Apesar de ser considerada uma condição relativamente rara e ser tratável, pode trazer complicações.

Esses são apenas alguns dos grandes riscos que o consumo de álcool em excesso pode causar, uma vez que compromete funções indispensáveis do organismo, principalmente o fígado, o equilíbrio sofre e abre portas para vários tipos de doenças, além de agravar caso já tenha uma ou mais desenvolvidas. É preciso considerar também o quão maléfica a dependência pode ser, levando a pessoa não apenas a não impor limites para o consumo, como também sua saúde sendo comprometida pouco a pouco e a incapacidade de parar por conta própria.

Nesses casos, pode ser necessário contar com ajuda de profissionais, pois a sensação da abstinência, pode deixar as pessoas em um estado alarmante e levá-las a cometer atos perigosos para conseguir álcool. Hoje em dias, existem diversas instituições e grupos de apoio voltados para pessoas que possuem problemas com o alcoolismo, não deixe de procurar ajuda ou de recomendar orientação profissional para quem está passando por esse problema, pois as consequências podem ser severas, principalmente a médio e longo prazo.

Como é o transplante de fígado?

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A cirurgia é apontada por meios como complexa, pode ser realizada por um doador cadáver ou vivo, chamada neste segundo caso, de transplante intervivos. Ambas podem durar em média oito horas, porém, por serem necessárias duas cirurgias no método intervivo (no doador e no receptor), esta pode demorar mais.

Comumente, o transplante de fígado é recomendado para portadores da cirrose hepática, não importando neste caso a razão da doença. É uma indicação realizada em pessoas que apresentam uma expectativa de vida inferior a 20% e outras doenças, como a Doença de Wilson, colestáticas e atresia das vias biliares.

É de extrema importância que o receptor e o doador intervivo tenham as condições ideais de internação. Claramente, em casos de existir uma doença subjacente ao problema causado no fígado, o médico recomendará quais são os tratamentos a serem seguidos mesmo depois do transplante.

A necessidade de cada tipo de transplante será avaliada pela equipe médica, porém, geralmente os transplantes intervivos são recomendados em casos mais graves, aqueles em que não é possível aguardar um órgão na lista de espera.

Outra questão a ser observada, é que o órgão a ser transplantado pode ser um fígado bipartido ou um inteiro. Tudo dependerá das condições em que o portador da cirrose hepática se encontra e qual é o estágio da doença, já que ele pode comprometer completamente as funções do fígado.

Apesar da rejeição do órgão ser um dos grandes medos das pessoas, hoje em dia, técnicas, por exemplo, o uso de imunossupressores, contribuem para que este risco seja relativamente baixo. É essencial após a cirurgia seguir as recomendações médicas e evitar principalmente infecções.

Sem dúvidas, é preciso procurar um centro de transplante adequado, considerando a reputação, número de transplantes realizados e a especialização e experiência dos profissionais que estarão responsáveis pelo tratamento. Observe e analise cautelosamente, para que você esteja em boas mãos, seja bem tratado e não tenha maiores complicações durante e após a cirurgia.

De acordo com o que foi visto anteriormente neste artigo, à cirrose hepática pode causar uma série de problemas, é possível que chegue ao ponto de necessitar de um transplante de fígado ou comprometa a qualidade de vida do indivíduo. Trata-se de uma condição caracterizada por cicatrizes no fígado, que são resultados de outros problemas subjacentes, que acabam tornando-o mais rígido e menor. Além de comprometer suas capacidades de regeneração.

É uma doença sem cura, porém, com o tratamento é possível exercer controle diante os sintomas, que geralmente são silenciosos, mas indícios como alterações repentinas no peso, olhos amarelados e fraqueza podem surgir, entre outros. Não se esqueça de buscar orientação médica regularmente, não apenas ao suspeitar de algo, pois o diagnóstico precoce, não somente neste caso como em muitos outros, pode ser decisivo para a eficácia do tratamento.

Fontes:

https://www.webmd.com/digestive-disorders/understanding-cirrhosis-basic-information#1

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