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Enfisema Pulmonar: Sintomas, Tratamento e Prevenção

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As doenças que acometem o sistema respiratório são muito comuns em diversas faixas etárias. Nesse contexto, é preciso lembrar que os pulmões, tão importante para a saúde como um todo devido suas funções, podem ser acometidos de maneiras variadas, especialmente por fatores como a poluição e hábitos diários, como fumar. É indispensável se ater aos possíveis sintomas das doenças, que podem ser graves, como o enfisema pulmonar, que será apresentada de maneira abrangente a seguir!

Conheça os principais aspectos da doença

Quando se fala em enfisema pulmonar, é importante ter conhecimento de que se trata de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), assim como a bronquite crônica. É um problema ainda irreversível, capaz de comprometer gravemente os pulmões e consequentemente, a qualidade de vida dos portadores.

É uma enfermidade que gera preocupação, afinal, acomete os alvéolos pulmonares, que por sua vez, perdem a capacidade de fornecer o oxigênio necessário ao sangue e dele de remover o dióxido de carbono. Dessa forma, a respiração é afetada conforme os tecidos do órgão vão sendo destruídos no decorrer do tempo.

Com o enfisema, a destruição generalizada do parênquima pulmonar tem como consequência o colapso dos bronquíolos no momento em que o portador expira, isso ocorre devido a perda da retração elástica pertencentes aos septos alveolares e também da tração radial que as vias respiratórias apresentam.

Dessa maneira, ocorre a obstrução e maior dificuldade para o fluxo de ar, por conta da hiperinsuflação pulmonar e do aprisionamento de ar. No tópico a seguir, confira as causas e fisiopatologia da doença.

Enfisema pulmonar – Entenda a fisiopatologia/causas

enfisema pulmonar bituca de cigarros dicavida

No que diz respeito a fisiopatologia, para uma melhor compreensão, é importante esclarecer, que se trata basicamente da análise das causas que levaram às alterações morfológicas do organismo, identificando não apenas as origens, como também as etapas, reações e a evolução da enfermidade no organismo.

Sendo assim, no caso do enfisema pulmonar, quando se fala em sua fisiopatologia, um dos fatores que recebe maior destaque como característica, é a limitação do fluxo aéreo, devido a perda de recolhimento elástico e/ou obstrução que acometeu as vias respiratórias.

Nesse contexto, também estão envolvidas as inflamações e infecções, que podem favorecer o aparecimento e a gravidade do enfisema. Na inflamação, nas pessoas que são geneticamente propensas, alguns fatores a que são expostas, ao serem inalados, podem levar a resposta inflamatória que acomete os alvéolos e as vias respiratórias, contribuindo dessa forma com o surgimento da doença.

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Aponta-se que muitos processos podem estar envolvidos com o desenvolvimento da doença. Todavia, uma das teorias que mais recebem destaque, é a de que indica que a destruição que acomete a parede alveolar, tem como consequência, a atividade de enzimas proteolíticas ativas, que por sua vez, realizam a degradação da matriz extracelular e acometem a integridade de suas propriedades, como a fibra elástica.

Um fator indispensável de ser citado, é o tabagismo, que abre portas para muitas doenças, incluindo para o enfisema pulmonar. O fumo é a principal causa da doença, segundo especialistas, aproximadamente em torno de 80% dos casos ocorrem originados do hábito de fumar. No entanto, como visto acima, outros fatores como componentes hereditários, agentes químicos ou naturais podem provocá-la.

Quando as condições são normais, profissionais indicam a presença do equilíbrio nas substâncias protetoras e agressoras produzidas no ácino pulmonar. No entanto, o tabaco inalado de forma prolongada, com ligação ao estresse oxidativo, contribui com o desequilíbrio de tais substâncias, potencializando as respostas inflamatórias que favorecem o enfisema.

Quais são os principais sintomas da doença?

Levando em consideração todos os fatores acometidos pela enfermidade, é comum notar que a falta de ar acaba sendo um dos indícios de maior destaque. Justamente pelo fato de que os pulmões são seriamente acometidos de forma progressiva e severa. Ainda mais, o quadro de sintomas também engloba a tosse e a respiração com presença do chiado.

Em alguns casos, existe a possibilidade de que esses sintomas estejam relacionados cm outros problemas de saúde. A bronquite é um ótimo exemplo, apresentando sintomas similares. Esse fator, só reforça a necessidade de buscar mais rapidamente um profissional capacitado. Dessa forma, é possível efetuar um diagnóstico e tratamentos adequados. É importante estar atento a indícios como:

  • Fadiga
  • Infecções respiratórias
  • Tosse com ou sem a presença de muco
  • Falta de ar que piora com atividade leve
  • Problemas para recuperar o fôlego

No enfisema, a forma de evolução carrega grande preocupação. Justamente por conta a ineficácia que acomete os pulmões a cada dia. Ainda mais, há possibilidade de que o peito adquira um aspecto cilíndrico característico da doença.

O aspecto dos alvéolos também é comprometido, não apenas sua funcionalidade. Afinal, quando estão saudáveis, os alvéolos são numerosos, esponjosos, minúsculos e elásticos, entre outras características. Todavia, quando são acometidos pela doença, tornam-se mais rígidos, escassos e maiores. Por esse motivo em que estágios mais avançados do enfisema, o portador encontra-se em uma condição incapacitante, até mesmo no que diz respeito a atividades diárias que antes pareciam totalmente simples.

Idosos podem ser atingidos pelo enfisema pulmonar?

Naturalmente, com o envelhecimento, as pessoas ficam mais propensas a alguns tipos de doenças, principalmente as enfermidades crônico-degenerativas. Ainda por cima, nesse período da vida, especialmente as infecções, surgem de uma forma mais severa. Isso ocorre devido às mudanças na capacidade biológica e física.

É importante observar que neste contexto a doença pulmonar obstrutiva crônica também está envolvida. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/SUS), nas últimas décadas, nota-se o aumento da taxa de mortalidade de pessoas que possuem acima de 60 anos. É preciso observar que ocorre justamente por doenças que acometem o aparelho respiratório.

Além de o envelhecimento favorecer o desenvolvimento de certas doenças, é interessantes citar que outros fatores podem estar relacionados. Alguns deles são tabagismo, fatores comportamentais e comprometimento do sistema imunológico.

Entre as principais doenças respiratórias que acomete comumente essa faixa etária. Além do enfisema pulmonar, é possível citar bronquite e pneumonias, que também merecem tratamentos adequados, especialmente para evitar possíveis complicações.

Lembrando que o hábito de fumar, seja ele passado ou abandonado há pouco tempo, é um dos principais fatores que favorecem o desencadeamento de doenças respiratórias. Afinal, depois de deixar o hábito, o organismo vai se recuperando progressivamente dos danos do tabagismo, podendo levar anos para a reparação.

É interessante citar que a idade pode contribuir com o progresso da doença, que geralmente é lento, mas nesses casos, pode ter progressões distintas. Vale lembrar também que em idosos, certas vezes é difícil identificar o que é normal. Por isso em algumas situações, é possível que haja escassez de exatidão. Afinal, trata-se de um período de muitas modificações, tanto fisiológicas, quanto anatômicas.

Quais são as principais complicações e doenças relacionadas?

Com o enfisema pulmonar, os portadores estão mais propensos a desenvolver outros problemas, principalmente infecções, como a pneumonia, que pode ter complicações severas quando não identificada e tratada adequadamente. É interessante citar que essas infecções, juntamente com o tabagismo caso não tenha sido eliminado, pode agravar o progresso da doença e consequentemente, a destruição pulmonar.

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Essa propensão às infecções, ocorre devido a obstrução das vias respiratórias, especialmente em conjunto ao tabagismo, pois são fatores que levam ao acometimento da depuração do muco das vias respiratórias. Surtos de infecção repetidos, são capazes de elevar o processo inflamatório.

Além das infecções e fatores incapacitantes que podem surgir com o progresso da doença, também é possível que ocorra a perda de peso e a hipertensão pulmonar, que consiste na elevação da pressão na circulação pulmonar, que pode se tornar grave e causar sobrecarga e até mesmo insuficiência do ventrículo direito.

O enfisema pulmonar é câncer?

Não, porém, é importante esclarecer que existem doenças pulmonares que são graves apesar de não malignas. Neste contexto, essas enfermidades podem levar a uma incidência maior do câncer de pulmão. Um grande exemplo, é a ocorrência do adenocarcinoma.

Sendo a mais comum dessas doenças, DPOC, que se refere não apenas a bronquite crônica, como também ao já apresentado enfisema pulmonar. Aponta-se que os portadores têm em torno de seis vezes maior probabilidade de desencadear o câncer de pulmão. Ficando até mesmo na frente de fumantes que não apresentam a DPOC.

Claramente, são fatores que podem divergir, mas de forma geral, é indispensável notar que são doenças distintas. Todavia, ao ser acometido por complicações relacionadas ao tabaco, condições como essas, a probabilidade do câncer é bem maior.

Neste cenário, é importante observar que o câncer é uma das doenças que mais levam a óbito no mundo, juntamente com as cardiovasculares. No caso do câncer de pulmão, é uma condição comum, que acomete principalmente pessoas a partir de 40 anos. Normalmente causada por tabagismo, exposição a toxinas, histórico familiar e até mesmo o fumo passivo.

Por isso, ao notar qualquer sintoma suspeito, que podem ter semelhança até mesmo com o enfisema pulmonar, como tosse, perda de peso e fadiga, é imprescindível buscar um profissional da saúde. Afinal, um diagnóstico precoce pode ser decisivo para o tratamento e reversão do quadro do câncer.

Quais são os tratamentos?

enfisema pulmonar médica e paciente dicavida

Após o diagnóstico realizado com testes de função pulmonar, radiografias do tórax, exame com estetoscópio ou com outra forma que o médico julgar necessário. Conforme o seu quadro clínico, o melhor tipo de tratamento será indicado.

Como não tem cura, a vida do paciente em que essa doença se desencadeia, dependendo do caso, muda bastante. Para amenizar seus sintomas, o cuidado com o ritmo de vida deve ser bem maior.  Em casos em que ela já está em um estágio muito avançado, torna-se difícil até mesmo levantar da cama. Por essa razão, a doença é categorizada muitas vezes como incapacitante.

Normalmente, para o controle da doença, são necessários medicamentos como bronco dilatadores e sessões de fisioterapia respiratória. Em alguns casos, existe a possibilidade da realização de cirurgias, porém, tudo depende do seu quadro clínico.

Dessa forma, um médico pneumologista pode recomendar, de forma geral, a fisioterapia, prescrição de remédios bronco dilatadores (ajudam a abrir via aéreas) e corticosteroides (anti-inflamatório). Havendo também possibilidade da terapia com máscara de oxigênio que ensina a respirar de uma forma distinta, cirurgia de redução dos pulmões e programa de exercícios físicos.

Lembre-se que todos os métodos recomendados devem ser realizados segundo a orientação específica médica. Afinal, alguns fatores, como a realização de atividades físicas, podem apresentar resultados nocivos para os portadores do enfisema ao serem realizadas de forma inadequada.

Normalmente no caso de crises ou de suspeita de infecção, pode ser recomendado o uso de antibiótico por alguns dias, que normalmente são de via oral. No entanto, há casos em que as crises são tão graves que geram a necessidade de hospitalização e medicamentos mais agressivos. Apesar desse fato, conforme citado, o médico avaliará o seu quadro para determinar o melhor tratamento possível.

Existem opções de tratamentos naturais?

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É preciso dar ênfase ao fato de que o enfisema pulmonar ainda não apresenta cura, dessa maneira, as opções naturais normalmente indicadas em portais informativos, consistem no alívio dos sintomas, especialmente da tosse e fadiga.

Algumas das opções apontadas, são inalações com base de hortelã-pimenta, eucalipto, entre outros ingredientes para contribuir com a respiração. Além da ingestão de chás em casos de tosse. No entanto, são alternativas que podem ser perigosas na interação com outros medicamentos ou até mesmo para o seu quadro. Por isso, na dúvida, pergunte ao médico opções caseiras que possam contribuir com o seu tratamento.

A importância da saúde dos pulmões e como se preservá-la

Não é a toa que diversas campanhas visam reforçar a importância de também se preocupar com a saúde dos pulmões. Afinal, aponta-se que a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, correspondente ao enfisema pulmonar e bronquite crônica tem grande potencial de letalidade. Isso porque trata-se de uma das maiores causas de óbitos ao redor do mundo. Os líderes da lista são os distúrbios cardiovasculares e o câncer.

Conforme visto nos tópicos anteriores, o enfisema pulmonar, consiste em uma irritação respiratória crônica, com progresso lento, porém, severo. Os principais atingidos? Os alvéolos pulmonares. Sabe-se que os pulmões são imprescindíveis para a respiração como um todo, porém, você conhece outras características destes importantes órgãos?

Basicamente, são órgãos compostos de brônquios, que são divididos em alvéolos pulmonares e bronquíolos. Esses últimos, possuem a importante função de realizar o processo de transporte de ar da traqueia em direção aos alvéolos. Já os alvéolos, constituem o tecido pulmonar, e consistem em pequenas bolsas formadas por uma membrana fina cercada por vasos sanguíneos.

A oxigenação do sangue e eliminação do dióxido de carbono são as principais funções destes órgãos. Dessa forma, tornam possível que o ar respirado entre em contato com a corrente sanguínea. Essa troca gasosa é indispensável para a vida, por essa razão, a doença pode ser tão incapacitante e fatal em alguns casos. Assim como a bronquite crônica e a asma, aponta-se que juntas, essas doenças acometem em torno de mais de 27 milhões de pessoas brasileiras e aproximadamente 510 milhões ao redor do mundo.

Principais formas de prevenção

No que diz respeito às principais formas de preservar a saúde dos pulmões, é importante seguir a risca as indicações. Afinal, se prevenir do surgimento ou chances de agravar doenças como essa, é decisivo. Veja a seguir algumas recomendações podem ser adotadas:

  • Evite o tabagismo: seja você um portador de uma doença respiratória ou não, saiba que o cigarro favorece o acometimento de diversas doenças. Ainda mais, ao parar com esse hábito, é possível inibir a progressão da doença. Observe que mesmo com essa inibição, ainda não é possível reverter os danos;
  • Execute adequadamente as tarefas: essa é uma recomendação que atende principalmente os portadores da doença. Ao executar as tarefas, com um bom planejamento, é possível não comprometer radicalmente o seu dia a dia. Ainda mais, caso sinta falta de ar, pare um pouco e descanse, respeite sua condição;
  • Descanso: para quem tem a doença, o cansaço está muito presente no dia a dia, sendo assim, além de se organizar para efetuar as tarefas necessárias, defina períodos de descanso e durante eles, tente se esforçar o menos possível;
  • Agentes irritantes: evite inalar agentes que possam agravar a tosse e irritação. Caso não seja portador da doença, também é importante ter cautela, especialmente se trabalha com tais compostos.

Os itens citados acima são apenas algumas formas de preservar a saúde dos pulmões e do organismo como um todo, seja você um portador do enfisema pulmonar ou não. Todavia, naturalmente, o médico responsável pelo seu caso dará orientações precisas de acordo com o seu quadro clínico. É importante segui-las adequadamente e com disciplina.

Fonte:

https://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/000091.htm

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