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Hanseníase

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A hanseníase é definida como doença infecciosa e contagiosa causada pelo bacilo chamado Mycobacterium leprae. Esta doença não é hereditária e a evolução vai depender dos traços do sistema imunológico do indivíduo que foi infectado.

Rodeada por preconceito e ausência da informação, a hanseníase faz novas vítimas, mesmo que a cura tenha sido descoberta há mais de meio século. Entender seus sintomas e a relevância do diagnóstico veloz para reduzir a chance de seqüelas é fundamental.

É a triste realidade, o país tem a segunda maior quantidade de casos desta doença no planeta, ficando atrás somente da Índia. De acordo com MORHAN, Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase aparecem em torno de 43 mil novos casos anualmente, o que assusta para uma doença que teve o descobrimento de cura na década de 1940.

E que está inteiramente exterminada pelo continente europeu. O preconceito, temor e falta de informação podem ser a razão da ainda existência da doença em países subdesenvolvidos.

Quais são os sintomas da Hanseníase?

dicavida Hanseníase

De acordo com membro da Organização Mundial de Saúde, OMS, quando perceber uma mancha dormente esbranquiçada, avermelhada ou cor de cobre pela pele, deve-se procurar o posto de saúde, já que quanto antes acontecer diagnóstico da hanseníase, menor o risco de sequelas.

A tentativa é conquistar identificação das situações de um modo mais precoce. A maior complicação, porém, é sobre comunicação, é explicação de que diagnóstico e tratamento devem ser realizados o quanto antes.

Os indivíduos têm tendência de adiar o disgnóstico e, até mesmo, o tratamento. Isto pode agravar a situação e até mesmo gerar sequelas, sendo exemplo, incapacidade física em mãos e pés. A hanseníase possui 100% de cura, porém as sequelas não, daí a urgência.

Veja abaixo os 6 sintomas mais comuns e, em qualquer sinal, busque um médico:

  1. Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.
  2. Febre, edemas e dores nas juntas.
  3. Nódulos (caroços) no corpo, os quais podem ser dolorosos e avermelhados.
  4. Perda da sensibilidade ao calor, dor ou tato.
  5. Ressecamento nos olhos, pele seca.
  6. Queda de pelos do corpo bem como diminuição da força muscular, formigamento.

Existem tratamentos para a Hanseníase?

É importante salientar que a doença tem cura. O tratamento é realizado em unidades de saúde e não tem custo. A cura é mais fácil e veloz quanto antes ocorrer o diagnóstico.

A) Diagnosticado no estágio inicial 

O tempo estimado de tratamento é de 6 meses com medicação via oral, formado por associação de 2 ou 3 medicamentos e é chamado poliquimioterapia. A pessoa que possui tratamento regular ou que já teve alta não faz transmissão.

B) Diagnosticado em estágio avançado 

O tempo estimado será de um ano ou mais. Também com medicação via oral com associação de cerca de 3 medicamentos. Quanto mais ficar sem tratamento, o paciente acaba com  bacilos por meio de aparelho respiratório superior, as gotículas da fala, tosse, espirro e secreções nasais

Existe ainda uma complicação para o tratamento, o reconhecimento da doença. A maioria dos indivíduos que entra em contato com tais bacilos não tem desenvolvimento da hanseníase. Apenas um percentual pequeno, cerca de 5% dos indivíduos adoecem. Por isso, em caso de qualquer dúvida, procure um médico.

Como prevenir?

É fundamental que sejam divulgados para a população sinais e sintomas desta doença e que há tratamento e cura, usando os meios de comunicação, sendo maneira interessante para lidar com o problema e o preconceito.

A prevenção da hanseníase tem base em exame dermato-neurológico e aplicação de vacina BCG em todos os indivíduos que dividem a mesma residência com o portador da hanseníase.

Hanseníase no Brasil

dicavida Hanseníase 2

O país deve alcançar em 2015 a meta de controle da doença como problema de saúde pública, de acordo com coordenadora do Programa Nacional de Eliminação da doença, Rosa Castália Soares. Em 2014, a meta do Brasil com registro se resumiu a 1,27 casos para cada 10 mil habitantes.

Mesmo que a estatística geral se encontre próxima do compromisso que o Brasil assumiu, inferior a um caso a cada 10 mil habitantes, os especialistas afirmam que a hanseníase não pode ser determinada em controle.

Determinados Estados têm uma quantidade bastante significativa de casos, sendo exemplo o Maranhão. Serão necessários ainda em torno de 50 anos para que a situação esteja completamente em controle no Brasil.

Há 2 fatores para a dificuldade em controlar a hanseníase, a ausência da capacitação dos profissionais e complicações econômicas. Trata-se de doença associada à pobreza. Basta a referência que pelo continente europeu, os casos tiveram controle mesmo anteriormente à existência do tratamento.

Assista também este vídeo que fala sobre a hanseníase (6:26):

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