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Saiba Tudo Sobre a Herpes Genital

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A Herpes genital é uma doença sexualmente transmissível e considerada uma das mais perigosas não pelos efeitos diretos que causa no organismo, mas pela sua sutileza. Ocasionada pelos vírus HSV-1 ou HSV-2, a doença tem como principal característica uma série de pequenas lesões e mucosas nas regiões genitais tanto masculina como femininas, desaparecendo pouco tempo depois, mas ainda ativas dentro do organismo.

1) Como é transmitida a herpes genital?

A herpes é transmitida através do contato sexual desprotegido, com riscos maiores em períodos cuja doença está mais ativa na pessoa, apresentando as características erupções, caroços e nas secreções tanto masculina como feminina. Nos homens, ela pode se manifestar no prepúcio (ou na glande, na falta deste), na bolsa escrotal e na virilha; nas mulheres, pode aparecer no colo uterino e no clitóris.

Uma vez que os sintomas em sua fase mais ativa sejam bem visíveis, é comum que um portador de herpes genital não tenha relações sexuais com seu parceiro até que eles desapareçam.

E é aqui onde a doença se torna perigosa: muitos casos de herpes ocorrem no período assintomático, isto é, quando seus sintomas mais evidentes não aparecem. Porém, o vírus permanece na região genital, é transmitido através do contato das secreções do portador.

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Os dois tipos de herpes genital, embora causem os mesmos sintomas e tenham os mesmos tratamentos, possuem algumas características distintas, nas quais os pacientes devem estar cientes ao serem consultados por um médico:

A) HSV-1 – este tipo de herpes ocorre apenas na boca, mas também pode ser transmitida para a genitália através de sexo oral. Uma vez contraída, ela pode ser passada adiante pelo contato sexual direto. Porém, seus efeitos são mais brandos e podem ser controlados com mais facilidade.

B) HSV-2 – recorrente apenas em casos de contato direto das genitálias, este é o que causa mais mortes e casos graves envolvendo outras doenças. Seus efeitos são muito mais intensos, os sintomas evidentes aparecem com maior frequência, e devem ser tratados o quanto antes.

À medida que o tratamento é realizado, os riscos de se contrair herpes em períodos assintomáticos diminuem, salvo em casos de pessoas que também possuam o vírus HIV. Contudo, elas não devem de forma alguma diminuir suas prevenções, afim de garantir uma vida mais saudável.

2) Quais são os principais sintomas?

Nos primeiros dias de contágio, os sintomas da herpes genital não aparecem diretamente, o que pode contribuir para os riscos de outros contagiados por conta disso. Normalmente, a média são de 10 dias para que as características mais conhecidas apareçam na região genital dos portadores. E são os seguintes:

  • Dores e irritação na região genital
  • Manchas avermelhadas ao redor das bolhas
  • Bolhas, que podem levar a formação de úlceras.
  • Dor ao urinar
  • Cascas nas úlceras cicatrizadas

Um outro fator que pode atrasar o diagnóstico de herpes genital é que outros sintomas iniciais costumam ser mais relacionados a gripe, como mal-estar no corpo, febre e dores musculares nas coxas, joelhos ou na parte inferior das costas.

Quando fica completamente alojada no organismo, as feridas características se manifestam de imediato no organismo e podem se alastrar para outras partes do corpo caso haja o toque direto com as mãos, durando alguns dias. A segunda crise pode levar mais tempo para surgir, mas esta na maioria dos casos vem mais branda, o que permite o tratamento.

3) Como é feito o exame?

Com alguns dos sintomas identificados, um urologista ou ginecologista deve ser procurado. Após algumas perguntas relacionadas à saúde das genitálias e quanto atividades sexuais, podem ser necessários alguns exames para confirmar o quadro de herpes, não apenas os tipos, mas a gravidade deles. Entre os exames possíveis estão os seguintes:

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  • Sorologia: trata-se de um exame de sangue para identificar a presença de anticorpos contra o vírus HSV, independente do tipo. A sorologia é realizada em casos assintomáticos, para confirmar se não houveram infecções anteriores da doença.
  • Cultura de Vírus: em casos em que há a presença de úlceras, o médico realizará exames laboratoriais com uma amostra da ferida presente na região genital.
  • Exame de reação de polimerase em cadeia: similar ao exame de cultura de vírus, a análise é realizada através do mapeamento do DNA do paciente, utilizando uma amostra da ferida, afirmando com mais certeza se há ou não herpes.

Em todos os exames, não é possível afirmar com exatidão o período em que o paciente foi infectado. E caso tenha sido, é preciso conversar com o parceiro(a) o quanto antes, para que também possa fazer os mesmos exames e eliminar quaisquer suspeitas.

4) Existem tratamentos para a herpes genital?

Não existe uma cura para a herpes genital. O que existe são tratamentos para reduzir as crises mais intensas, bem como garantir o estado da latência do vírus, quando ele se esconde nas células nervosas, não manifestando nenhum sintoma por longos períodos de tempo. Os mais comuns são através de medicamentos antivirais por via oral com posologia a ser definida pelos médicos.

O uso dos medicamentos costumam ser mais efetivos com até 72 horas em que foram identificados os sintomas, com períodos de uso que vão de 5 a 10 dias. Uma vez que os sintomas externos são minimizados, ainda levam alguns dias para que os riscos da doença atacar internamente sejam cessados com os comprimidos. Caso não ocorram novas manifestações dentro de algumas semanas, o tratamento pode ser parado. Independente do seu caso, o acompanhamento clínico é fundamental.

5) Tratamento caseiro para a herpes genital

Para auxiliar o tratamento que o médico receitou, pode-se fazer uso dos tratamentos caseiros que são muito eficazes. Um exemplo é o banho de assento com chá de manjerona, que diminui a dor e a inflamação.

Ingredientes:

  • 1 xícara de água quente
  • 2 colheres de folhas secas de manjerona

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Modo de preparo

  • Misturar os ingredientes
  • Coloque em repouso por 10 minutos
  • Depois lave o lugar afetado com a mistura.

Esse banho pode ser feito no máximo quatro vezes por dia até a cicatrização da lesão.
Estresse, má alimentação e exposição ao sol são alguns dos fatores que podem desencadear as crises.

Procure não ter contato com as lesões para que elas não se espalhem pelo corpo e não compartilhe roupa íntima ou tenha relação sexual sem proteção para não transmitir herpes para outras pessoas.

6) Como prevenir contra a herpes genital?

Existem diversos cuidados a serem tomados tanto para prevenir a doença, como amenizar os efeitos dela quando surgirem. Além de uma boa limpeza íntima, evite o uso de roupas apertadas, bem como pomadas e cremes, pois estes não ajudam de fato a manter a herpes afastada quando ela se manifestar.

No caso da prevenção, o uso de preservativos são essenciais para evitar o contato direto, embora eles não protejam totalmente uma vez que a herpes pode ser contraída ao redor das genitálias. Ter mais de um parceiro sexual também pode aumentar os riscos. Seguindo os cuidados adequados, a garantia de que não irá contrair a doença, ou amenizar os seus sintomas, será muito maior.

Veja este vídeo sobre a herpes genital (2:50):

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