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Saiba Tudo Sobre a Otosclerose

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Otosclerose é a causa mais comum de surdez progressiva em adolescentes, embora os números de incidência parece estar reduzindo. A causa exata da otosclerose não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos estão envolvidos. Há alguns casos são hereditários, outros por infecções virais, em particular o vírus do sarampo, pois a otosclerose parece ser menos comum entre as pessoas que foram vacinadas contra o sarampo.

A doença resulta da formação anormal de osso que imobiliza progressivamente o estribo (o ossículo mais interno do ouvido médio), o que impede que as vibrações sonoras passem para o ouvido interno (surdez de condução). Estas alterações também podem ocorrer em regiões da cóclea levando a surdez da cóclea (surdez neural). Na maioria dos casos de otosclerose, ambos os ouvidos são afetados.

Quais são os tipos de otosclerose?

Otosclerose do estribo – usualmente, as alterações no osso se espalham no estribo e impedem ou diminuem sua movimentação. Isto impede a transmissão da vibração sonora para a cóclea. Este tipo de otosclerose é corrigível com cirurgia.

Otosclerose da cóclea – quando as alterações no osso se espalham pela cóclea afetam as células que transformam a energia mecânica do som em energia elétrica que será transmitida para o cérebro. Esta forma de otosclerose não tem tratamento cirúrgico.

Quem é normalmente afetado?

 

Aproximadamente uma pessoa em cada 200 é afetada pela doença.

  • Na maioria dos casos, só é percebida na idade adulta.
  • É mais frequente nas mulheres do que nos homens – há uma piora quando a portadora está grávida e na menopausa.
  • É rara na raça negra
  • Normalmente, aparece normalmente na faixa etária entre 20 e 30 anos

A perda auditiva progride lentamente durante um período de 10 a 15 anos e, é muitas vezes, acompanhada por zumbidos e raramente por vertigens. Quando a pessoa passa dos 50 anos piora muito e pode chegar até a surdez total.

Quais são os sintomas?

Além da perda auditiva outros sintomas são esses.

  • Zumbidos nos ouvidos
  • Vertigem
  • Tontura
  • Perda do equilíbrio

Como diagnosticar?

O diagnóstico baseia-se no exame clínico e nos testes auditivos. O diagnóstico de otosclerose por um especialista, geralmente, é simples, mas existem alguns sinais que podem ser notadas por você ou seus amigos e familiares. Uma pessoa com otosclerose, normalmente, tem fala mais tranquila, enquanto as pessoas com surdez costumam falar alto.

O som do ambiente aumenta a dificuldade de ouvir das pessoas com surdez, mas na otosclerose essa confusão não ocorre, pelo contrário, uma pessoa com otosclerose pode até ouvir melhor em ambientes ruidosos. A otosclerose tende a afetar as frequências baixas, tanto quanto as altas. Já na surdez coclear as altas frequências são geralmente muito mais afetada do que as baixas.

O exame da orelha irá revelar um tímpano normal e saudável. Testes de audição com diapasões e exames audiométricos irão mostrar uma surdez condutiva.

Existem tratamentos?

Existem alguns tratamentos médicos (remédios) que podem fazer a doença estacionar ou ter evolução mais lenta.

O tratamento com flúor – tem sido utilizado com bons resultados em certas formas de otosclerose. Caso o tratamento de fluoreto for utilizado, é essencial saber a concentração de flúor na água de beber do paciente para assegurar uma dosagem correta.

Os aparelhos auditivos – funcionam bem e são completamente seguros, muitos pacientes com otosclerose decidem não se submeter à cirurgia. No entanto, a cirurgia oferece a chance de voltar a audição ao normal sendo desnecessário o uso do aparelho auditivo.

A cirurgia – também pode ter um efeito estabilizador sobre o processo de otosclerose. Quando a doença se dá no estribo existe a possibilidade de cirurgia ela se chama estapedectomia. A cirurgia consiste na troca do estribo por uma prótese artificial e é realizada com um microscópio através do canal externo do ouvido. Pode-se também ser feito um pequeno corte junto ao orifício do conduto auditivo externo. A cirurgia pode ser feita com anestesia geral ou anestesia local e sedação.

Após a cirurgia, é indicado que o paciente fique de repouso entre duas ou três semanas, o exercício extenuante também deve ser evitado. No entanto, por causa dos hematomas e inchaço no interior da orelha a melhoria na audição é notada de 3 a 6 semanas. A maioria dos cirurgiões aconselham os seus pacientes a não viajar de avião por várias semanas, ou mesmo meses, após a cirurgia.

Nenhuma operação é totalmente isenta de riscos, apesar de anestésicos modernos e habilidades cirúrgicas.

  • Audição– Esta operação produziu uma boa melhora na audição em 85%, ligeira melhora em 10% e piora em 5%. Cerca de 2% apresentaram perda auditiva severa, devido a danos na cóclea. As técnicas modernas melhoraram estes dados, mas ainda há um risco de piorar a audição após a cirurgia. É importante para os pacientes pedir ao seu cirurgião as taxas de sucesso.
  • Balanço– A vertigem ou desequilíbrio é comum logo após a operação, mas geralmente desaparece dentro de poucos dias.

 

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