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Sangue na Urina: O que pode ser? Guia Completo!

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Sem dúvidas, a presença de sangue na urina é capaz de causar grande preocupação nas pessoas. A condição, também recebe o nome de hematúria e é capaz de indicar que algo está errado com o organismo, mais precisamente, com o sistema urinário. Conforme será visto neste artigo, as causas podem ser diversas, assim como as formas de acometimento. Veja a seguir mais características em torno da hematúria.

O que é hematúria?

Segundo citado anteriormente, a hematúria consiste no sangue na urina. No entanto, podem ocorrer de duas formas, microscópia e macroscópica. No caso da microscópia, também chamada de micro-hematúria, existem duas ou mais hemácias por campo de grande aumento na microscopia, ou seja, não pode ser detectado a olho nu. É diferente do que ocorre na macroscópica, que também recebe o nome de macro-hematúria, onde o sangramento tem uma contagem superior e é mais aparente.

Além dessas formas, a hematúria também pode surgir de forma dismórfica, ou seja, quando as hemácias são detectadas com forma atípica no exame de urina. Esse pode ser um indício de uma doença que acomete os glomérulos.

É interessante lembrar que por mais que seja preocupante, a intensidade do sangue na urina, não significa necessariamente uma doença grave. Em algumas situações, é um dos primeiros indícios de que algo está errado. No entanto, conforme será visto no próximo tópico, pode surgir apenas com a progressão de alguns tipos de doenças. Da mesma forma que pode desaparecer em algumas semanas. Normalmente, não tem consequências severas em crianças, mas o quadro muda completamente em idosos. De qualquer forma, em todos os casos, é imprescindível buscar orientação médica.

Quais são as principais causas do sangue na urina?

Se está preocupado com vestígios de sangue na urina o que pode ser, saiba que geralmente, depois da confirmação do caso de hematúria, há outro tipo de classificação que deve ser verificado, que consiste na distinção entre hematúria não glomerular e glomerular. Neste cenário, confira as principais causas:

  • Glomerular

Grande parte das causas glomerulares, fazem parte do que se chama de glomerulonefrites, tais como a Síndrome de Alport e nefropatia diabética. São enfermidades que acometem de forma direta o glomérulo, geralmente causadas por infecções bacterianas ou virais.

Doença da Membrana Fina: trata-se de um distúrbio geralmente hereditário, onde ocorre o afinamento de uma área dos glomérulos que recebe o nome de membrana basal. Os glomérulos fazem parte da composição dos néfrons, que são unidades funcionais dos rins;

Nefropatia diabética: trata-se de uma das complicações mais severas do diabetes, que conta com indícios que normalmente aparecem de 10 a 15 anos após o diagnóstico da doença, por esse motivo, é considerada uma condição progressiva e silenciosa. As chances de reverter o quadro depende muito do quadro de cada paciente e das lesões renais existentes;

Nefrite lúpica: essa condição está relacionada com o lúpus, que é uma doença autoimune. A nefrite lúpica ocorre quando o lúpus acomete os rins e resulta em lesões e inflamações, dessa maneira, a função renal é comprometida. Por mais que seja considerada uma condição grave, é possível controlar por meio de um tratamento correto;

Síndrome de Henoch-Schonlein: conhecida também como púrpura alérgica, essa síndrome é caracterizada por uma inflamação e sangramento que acomete pequenos vasos sanguíneos. Trata-se de uma doença rara, que pode afetar qualquer faixa etária, sendo mais comum na infância;

Síndrome de Alport: essa doença hereditária consiste na perda progressiva da função dos rins e auditiva, acredita-se que as principais causas sejam mutações genéticas. Os indícios são variados, o que torna o diagnóstico preciso ainda mais difícil.

  • Não Glomerular

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As razões não glomerulares envolvem basicamente enfermidades causadas por infecções ou inflamações que não afetam necessariamente os glomérulos. De forma geral, são condições mais comuns do que as citadas anteriormente.

Cistite: causada por uma bactéria que recebe o nome de Escherichia coli, que é importante para a digestão, porém ao estar presente no trato urinário, é capaz de infectar a uretra (uretrite), os rins (pielonefrite) e a bexiga, que é o caso que recebe o nome de cistite. Na cistite sangue na urina está presente nos casos mais severos, acompanhado de sintomas como dores, febre e micção frequente;

Uretrite: consiste em uma inflamação ou infecção que afeta o tubo responsável pelo transporte da urina desde a bexiga, até para fora do corpo. Existe mais de um tipo de uretrite, mas de forma geral, são condições tratáveis e que envolvem sintomas como ardência, micção frequente e dor;

Prostatite: essa condição é caracterizada por uma inflamação que acomete a próstata e geralmente é propagada por contato sexual. Os sintomas, além da possibilidade do sangue na urina, envolvem dor na região genital, dificuldade para urinar, entre outros. A prostatite pode ser causada por uma disfunção do sistema imune, lesões ou infecções;

Litíase: há variações nos termos usados para nomear os cálculos renais e a litíase urinária é um deles. A condição consiste na formação de cálculos sólidos no aparelho urinário, apesar de não apresentar sintomas, em alguns casos pode ser uma enfermidade altamente desconfortável e causar complicações;

Tumores renais: existe mais de um tipo de tumor renal. Dessa maneira, o câncer de rim pode ser classificado em cinco tipos principais, sendo o carcinoma renal de células claras incidente em 70% a 90% dos casos. Além dele, há os outros mais incomuns, tais como o carcinoma papilar, renal cromófobo, ductos coletores e o sarcomatóides, que são mais raros;

Leptospirose: também conhecida como Mal de Adolf Weil, essa é uma condição muito rara, que consiste em uma infecção bacteriana, originada da urina de animais infectados, como roedores. Quando há ocorrência de sintomas, geralmente surgem dores de cabeça, calafrios, febre alta, entre outros;

Necrose papilar: a necrose de papila que atinge a função renal, pode resultar na necrose do tecido, inflamação, entre outros fatores. Geralmente, é causada por medicamentos em doses altas, usados por longos períodos ou algumas doenças, como anemia falciforme.

Além dos fatores citados, existem outras causas mais comuns e sem maiores riscos para a ocorrência dos coágulos de sangue na urina aparentes nos exames. Por exemplo, contaminação por paciente menstruada, trauma de intensidade baixa, contato sexual ou exercício de grande impacto.

Aponta-se que a macro-hematúria seja dividida em três tipos de acordo com as causas e locais acometidos. Além dessa classificação, também é necessário classificá-la como glomerular ou não glomerular. Confira a classificação:

– Inicial: tem relação com alterações que acometem a uretra;

– Total: refere-se ao acometimento da uretra prostática ou com colo vesical;

– Terminal: relacionadas ao trato urinário superior ou com alteração na bexiga.

Entre todas as possíveis causas citadas, uma informação importante a ser citada, é que normalmente as enfermidades benignas são mais incidentes que os tumores.

A frequência dessa condição, depende muito da doença base, idade e sexo. Em mulheres, por exemplo, infecções urinárias são mais frequentes, já alguns tipos de câncer, são mais incidentes em homens acima dos 50 anos. No que diz respeito às crianças, são mais afetadas por distúrbios metabólicos, infecções do trato urinário e glomerulopatias.

É possível o sangue na urina durante a gravidez?

A presença de sangue na urina no período de gestação, normalmente, pode ser causada por uma infecção do trato urinário. No entanto, o sangue na urina na gravidez é perigoso em alguns casos, podendo indicar problemas ainda mais graves que a infecção urinária, como o descolamento da placenta.

Já ao ter dúvidas se sangue na urina pode ser gravidez, apesar da necessidade de confirmação médica, é fundamental ter em mente que é possível que no início da gravidez ocorra um pequeno sangramento, que em alguns casos é confundido com menstruação.

Dessa maneira, caso seja gestante e note sangue na urina, é indispensável comunicar ao obstetra. Caso note a hematúria e suspeite estar grávida, busque a confirmação por meio de testes realizados sob orientação médica.

O que significa o sangue na urina e nas fezes?

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Ao notar o sangue na eliminação de fezes e urina, é indispensável recorrer ao suporte médico, pois pode ser causada por condições simples, como hemorroidas ou ser um sinal de doenças mais graves, como colite e alguns tipos de câncer. No entanto, geralmente as hemorroidas não resultam em sangue na urina, apenas nas fezes, por isso que é preciso ter atenção no local de origem do sangue.

Quem faz parte do grupo de risco dessas doenças?

Existem pessoas que apresentam um maior risco de desenvolver patologias graves, que acometem as vias urinárias, como o câncer. Dessa forma, elas estão mais propensas a apresentar a necessidade de uma avaliação urológica completa. Veja a seguir:

  • Pessoas com antecedentes de infecção de trato urinário;
  • Ingestão excessiva de anti-inflamatórios não hormonais;
  • Fumantes;
  • Idade superior a 40 anos;
  • Histórico médico com tumores ou cálculos;
  • Exposição regular a agentes químicos ou corantes;
  • Antecedentes de irradiação pélvica.

Quais são os sintomas?

O sangue na urina pode ter relação com outros sintomas ou ser assintomática. É essencial estar atento aos sintomas presentes, pois pode contribuir com a identificação de uma doença base, como as citadas anteriormente. Em casos assintomáticos, o diagnóstico é mais dificultoso, sendo muitas vezes necessária a realização de exames para excluir possíveis causas.

Os sintomas que geralmente estão presentes são:

  • Micção frequente;
  • Ardência ao urinar;
  • Febre;
  • Dores abdominais;
  • Alteração na cor da urina;
  • Fadiga;
  • Náuseas.

Quando há sintomas como micção frequente e ardência, pensa-se em infecções que acometem o trato urinário. No entanto, esses indícios podem surgir em outras patologias. Já no caso de dores abdominais, uma das primeiras suspeitas é de pedras nos rins.

O que reforça a necessidade de buscar um médico, é que tanto as doenças renais, quanto outras possíveis causas da hematúria, podem não apresentar sintomas. Muitas vezes, os sintomas surgem apenas quando a doença já está em um estágio severo, por exemplo, o câncer vesical. Por essa razão, é importante ir ao médico regularmente, em especial ao suspeitar de algo errado.

Como funciona o diagnóstico?

Ao se tratar da hematúria, naturalmente, a principio é necessário que o quadro de sangue na urina seja identificado e confirmado. Em seguida, aspectos em torno da condição são averiguados, tais como histórico médico, possíveis causas, se é transitória ou persistente e a propensão do paciente para alguns tipos de doenças. Os principais tipos de testes realizados para um diagnóstico preciso são:

Urina tipo 1: comumente é efetuado com a primeira urina da manhã, é um exame que permite que irregularidades sejam encontradas na superfície do eritrócito;

Testes laboratoriais: são testes considerados importantes para a averiguação inicial, naturalmente, ficará a critério do médico e dependerá do seu quadro. Neste grupo, estão testes como hemograma completo, avaliação da função renal e cultura de urina.

Outros exames mais complexos podem ser realizados, principalmente para detectar tumores, tais como marcadores tumorais urinários e citologia urinária. Normalmente, para averiguar a hematúria não glomerular, é solicitado o exame de cultura de urina. A sequência dos exames requisitados dependerá muito dos testes iniciais.

Quais são as principais formas de tratamento?

Depois da realização do diagnóstico, o médico responsável irá estabelecer o tratamento mais adequado para o seu tipo de caso. Claramente, dependerá muito das causas da hematúria, pois o tratamento será da patologia base, tais como:

Cistite: nesse caso, o tratamento pode consistir na utilização de quimioterápicos ou antibióticos, tudo dependerá do tipo de bactéria identificada no exame de urina. Há grande possibilidade de cura, mas é indispensável seguir o tratamento a risca, mesmo com o desaparecimento dos sintomas;

Síndrome de Alport: esse tipo de síndrome não apresenta uma cura específica, o que se busca, por meio do tratamento, é o monitoramento e amenização dos sintomas. Alguns cuidados podem ser recomendados para contribuir com a qualidade de vida do individuo, como consultas frequentes, uso de aparelhos auditivos, controle da pressão arterial, mudanças alimentares, entre outros;

Nefrite lúpica: nesse tipo de nefrite, geralmente, são usados medicamentos para controlar o progressão do problema, uma vez que o lúpus é um problema crônico, mas pode-se explorar alternativas para que a função dos rins seja preservada por mais tempo. Quando esse tipo de nefrite não recebe o tratamento adequado ou não apresenta respostas ao tratamento, ela pode evoluir para a insuficiência renal crônica;

Nefropatia diabética: normalmente são exploradas opções para tratar a doença base e que visam retardar o progresso da nefropatia. Dessa maneira, ocorre um maior controle da glicemia com exames realizados regularmente, além do uso de medicamentos para desacelerar possíveis agravantes;

Doença da membrana fina: o tratamento pode variar muito de acordo com o caso apresentado, não sendo necessário em alguns. É possível que a doença permaneça, mas sem piora, de qualquer forma, podem ser indicados bloqueadores ou inibidores que visam reduzir a pressão glomerular;

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Uretrite: comumente o tratamento para inflamações ou infecções que acometem a uretra, consiste no uso de antibióticos, para retardar a ação e desenvolvimento das bactérias;

Prostatite: é possível que essa enfermidade melhore sozinha, dependendo de sua causa. No entanto, em alguns quadros, pode ocorrer a prescrição de antibióticos;

Cálculos renais: também chamada de urolitíase ou de litíase, os cálculos renais normalmente são tratados com medicamentos e com recomendações, por exemplo, com o aumento da ingestão de líquidos. Em alguns casos, procedimentos médicos para a extração dos cálculos podem ser necessários;

Tumores renais: o tratamento do câncer depende muito do estágio do tumor e se há metástase ou não. Em alguns casos, pode ser solicitada a retirada do rim, em outros, em que a cura já não é possível, tratamentos para retardar a evolução da doença são explorados;

Leptospirose: sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para complicações piores. Normalmente, o processo de tratamento pode incluir o uso de penicilina, antibióticos, entre outras opções;

Necrose papilar: a intervenção médica no caso da necrose papilar, consiste em identificar a doença base ou o medicamento causador da enfermidade, dessa maneira, um tratamento poderá ser estabelecido, juntamente com a amenização dos sintomas.

Conforme citado, as formas de tratamentos podem variar. Em diversos casos, o acometimento do trato urinário que leva à presença do sangue da urina está relacionado com outras doenças. Sendo assim, na incidência de doenças base, ocorre não apenas o monitoramento da hematúria, como também do progresso da enfermidade, principalmente em casos não tratáveis.

Lembrando que em grande parte delas, a falta de tratamento adequado, pode resultar em consequências graves, tais como a insuficiência renal e até mesmo a morte.

Além das formas de tratamento citadas para essas enfermidades, a hematúria pode ser eventual e isolada. Geralmente nesses casos, a necessidade de tratamento é averiguada, porém, ainda assim é indispensável o monitoramento médico.

Qual tipo de acompanhamento é necessário?

Pessoas que enfrentam doenças bases da hematúria, geralmente realizam exames regularmente para avaliar o progresso da doença e a eficácia do tratamento. No entanto, em alguns casos, além desse fator, recomenda-se a realização periódica de exames de urina, até que o problema do sangue na urina seja resolvido.

As avaliações são indispensáveis, pois caso ocorra o aumento do sangue na urina ou sintomas apareçam, torna-se necessário uma reavaliação completa do paciente. Afinal, existe o risco de lesões, infecções e de câncer, por isso que os fatores de risco sempre devem ser levados em consideração, principalmente se a hematúria persistente.

Caso tenha dúvidas sobre remédio caseiro para sangue na urina, é interessante citar que uma vez que as causas são variadas, primeiramente é indispensável descobrir do que se trata, para a partir desse ponto, ter o tratamento adequado.

Veja esta explicação de um especialista sobre o sangue na urina (5:03):

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