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Saiba Tudo Sobre a Sífilis

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Sífilis é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum, que contamina o corpo através de feridas na pele ou membranas mucosas. Essa ferida é geralmente chamada de cancro duro, onde é liberado um líquido transparente infectando quem tiver contato.

A doença faz parte do grupo das DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis – que pode deixar sequelas ao portador quando não tratada e contamina cerca de 940 mil brasileiros por ano. Infelizmente, além dos índices alarmantes de contágio, muitas pessoas sequer sabem quais são seus meios de transmissão, e quais são as melhores formas de tratamento e principalmente transmissão.

Vamos entender a fundo como essa doença se comporta, e quais os meios viáveis para evitar sua transmissão para outras pessoas, e claro, para si mesmo.

I) Características da Sífilis e sua transmissão

A Sífilis é uma doença bacteriana, e tal como outras doenças do tipo, pode levar anos para se manifestar pela primeira vez no organismo, e ter ciclos de manifestações bem diferentes de caso para caso. Daí sua dificuldade em identificar ou mesmo realizar os tratamentos.

Outro fator que dificulta o avanço da doença é que seus estágios, como veremos a seguir, podem apresentar sintomas distintos, sem sinalizar de fato como ela está avançada no corpo. A importância na prevenção e nos exames regulares se dá por conta justamente dessas variações atribuídas a doença.

Sífilis: como pega

Se dá basicamente tanto pelo contato sexual, como pelo contato de fluidos infectados com feridas e membranas mucosas. O sexo sem prevenção, ou ainda variações como o sexo oral ou anal, são fatores que podem aumentar os riscos, caso os envolvidos não tenham os cuidados de acordo, e não avisem a seus parceiros.

O tempo de manifestação da doença varia de 2 até 12 semanas para a primeira manifestação, e dependendo do avanço da doença, já pode apresentar sintomas mais graves em sua primeira aparição. Quando não é tratada, a sífilis evolui para um estágio de doença crônica, e pode levar o paciente óbito.

Por falar nele, a identificação da sífilis é feita apenas em laboratório, uma vez que a bactéria se esconde no organismo, em suas células infectadas. Se não for devidamente tratada, a bactéria pode se multiplicar e invadir a corrente sanguínea, gerando um mal sistêmico.

Sífilis congênita

É a outra forma de contágio da doença, e ocorre especificamente com recém-nascidos. Uma vez que a doença é caracterizada como sexualmente transmissível, a região onde se prolifera deixa o bebê exposto durante o parto, contraindo a doença durante o nascimento pela genitália da mãe.

Os riscos nestes casos são enormes para o bebê. Caso a mãe não identifique ou não realize os tratamentos de acordo durante o pré-natal, a criança pode nascer com má formação, causar aborto espontâneo, ou ainda vir a óbito durante o nascimento.

Além disso, até os primeiros dois anos de vida a criança pode apresentar uma série de sintomas que caracterizam a contração da doença, caso ela não tenha sido identificada pela mãe durante a gravidez. Alguns deles incluem perda de audição, anemia, fácil irritabilidade, e dificuldades mentais.

O agente causador da Sífilis

A Treponema Pallidium, bactéria responsável pela transmissão, foi identificada pela primeira vez em 1905, e tal como muitos males de sua época, foi tratada com ceticismo até ser confirmada e se iniciar os processos de identificação e cura.

Essa bactéria faz parte do grupo conhecido como Espiroqueta. A aparência dessas bactérias lembram linhas finas, em forma de espiral. Uma outra variação da Treponema, a dentícola, causa agravamento em doenças periodontais, isto é, as que são causadas na boca. Outras espécies incluem a Borrelia (que pode causar gengivite), o Spirillium (que pode levar a febre do rato) e a Leptospira (que causa principalmente a Leptospirose).

É bom ressaltar que nem todas as bactérias desse tipo, incluindo as do grupo Treponema, são perigosas ao organismo. Contudo, saber a diferenciação de suas espécies pode facilitar a identificação das mesmas e evitar maiores riscos ao organismo.

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Voltando a Treponema Pallidium, seus estudos ganharam um avanço expressivo nos últimos 30 anos, o que levou principalmente a possibilidades de cura da doença, o que não era possível nas primeiras décadas em que foi identificada e categorizada como doença. Contudo, sua erradicação ainda não foi realmente possível devido principalmente a falta de uma prevenção devida, além da própria dinâmica de avanço da doença.

II) Quais são os sintomas da sífilis?

sifilis mancha na mao e pe dicavida

Uma das características mais específicas, e de certa forma únicas, da sífilis, é sua manifestação em fases, o que deixa mais claro qual o avanço da doença. Quando não é devidamente cuidada, sua evolução pode chegar aos estágio terciário, em que sua evolução transforma a doença em estado crônico.

Vejamos em mais detalhes a seguir.

Estágios da Sífilis

A transmissão da doença evolui pelos seguintes estágios: primária, secundária, latente e terciária.

1) Sífilis primária

Surgem pequenas lesões ou ínguas nos genitais, entre 7 a 20 dias após a relação sexual sem preservativo com uma pessoa contaminada. Essas lesões são conhecidas como cancro duro, e não apresentam dor, coceira ou ardência.

Esse primeiro sinal de Cancro Duro aparece exatamente no local por onde a bactéria invade o organismo, e sequer deixa cicatrizes. Nos homens, o local costuma ser na região do prepúcio e seu arredor. Nas mulheres é mais comum o aparecimento de feridas no colo do útero, nas paredes vaginais e nos pequenos lábios.

Em alguns casos, podem aparecer na boca, se a transmissão foi feita por meio do sexo oral, ou no ânus e intestino, em caso de sexo anal. Mesmo sem tratamento, esses sintomas podem desaparecer, o que não significa que a doença está curada.

2) Sífilis Secundária

Os sintomas nessa fase são mais graves, e surgem pouco tempo depois do fim do primeiro ciclo da doença, com o cancro duro. O aparecimento ocorre de duas a oito semanas depois dos primeiros sintomas surgirem e também podem sumir sem o devido tratamento. O tempo em que fica permanente no organismo pode durar até dois anos, o que é suficiente para sua identificação e tratamento.

Além disso, seus sintomas não se restringem apenas nas genitálias, aparecendo em outros órgãos e na pele como um todo. Alguns desses sintomas são melhor descritos a seguir.

  • Febre moderada, até 38º C
  • Dificuldades para engolir
  • Perda de Peso e falta de apetite
  • Ínguas mais expressivas na região genital
  • Manchas vermelhas em todo o corpo

Caso sinta a combinação desses sintomas, procure um médico imediatamente.

3) Sífilis latente

Essa fase ocorre entre a sífilis secundária e terciária, e é o período em que tanto a doença não é contagiosa, como também pode ficar muitos anos sem se manifestar, podendo aparecer novamente muitos anos depois da fase secundária regredir. Nela, a doença fica oculta e não há sintomas.

A sífilis latente pode ficar inativa por anos e nunca mais se manifestar, ou pode se desenvolver para a fase terciária. Por isso é a fase mais perigosa da doença, justamente por não se ter certeza de quando irá surgir novamente.

Existem duas variações dessa fase. Na fase recente, o ciclo é de um ano desde a última manifestação da doença. Na fase tardia, ocorre em um período indefinido, mas sempre após 1 ano.

4) Sífilis terciária

É o estágio mais avançado e mais perigoso da Sífilis. Ela acontece em decorrência direta do estágio secundário, ou pode surgir após o período latente da doença. Em alguns casos, esse caso de sífilis pode aparecer até 30 anos depois da primeira manifestação da doença. Independente do período, ela sempre ocorre devido a falta de tratamento contra a doença, bem como seu acompanhamento.

Nessa fase surgem os sintomas mais graves, como:

  • cegueira
  • doença cerebral
  • doenças cardíacas
  • paralisia
  • lesões nos ossos e órgãos internos
  • vertigem e insônia
  • e por fim, óbito

Pelo fato de muitos sintomas falados acima se parecerem com sintomas de outras doenças, é necessário que procure ajuda médica para diagnosticar a presença de doença. Com um simples exame de sangue, é possível verificar anticorpos que estão combatendo a infecção. No caso da sífilis congênita, é recomendado que o exame de sangue seja feito no primeiro e último trimestre da gravidez e no parto.

A sífilis na gravidez

Nesse tipo a doença é transmitida de mãe para filho. Podem não apresentar nenhum sintoma quando nasce, mas podem aparecer sintomas graves, como problemas ósseos, cegueira, pneumonia, surdez ou dentes deformados. Vimos um pouco da sífilis congênita acima, mas cabe ressaltar alguns pontos de grande importância, para prevenir um grave problema para os recém-nascidos.

O cenário atual ainda é muito alarmante. Segundo dados levantados em 2015, 1 em cada 1000 nascidos apresenta quadro de sífilis congênita, o que só não é categorizado como epidemia por não ter atingido um nível de calamidade pública. O que não justifica, entretanto, sua frequência tão grande.

Além do contágio durante o nascimento, ainda há o risco da criança desenvolver sífilis ainda no período pré-natal. Isso acontece pois a bactéria responsável pela doença consegue atravessar a barreira placentária, aumentando não apenas os riscos de contração da doença, como o de óbito do bebê.

Outros tipos de más formações podem ocorrer quando a criança sobrevive, que são melhor exemplificadas abaixo.

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  • Microcefalia – má formação cerebral do bebê, gerando uma série de outras deformações ao longo do crescimento.
  • Cegueira e perda auditiva – Podem vir juntas ou não, e no caso da perda auditiva, é possível recuperar parte dela com tratamentos e aparelho próprio.
  • Lábio Leporino – É uma má formação da boca, que geralmente ocorre entre a 16º e a 20º semana de gestação. Nela, não ocorre o fechamento completo da boca em formação. Não causa problemas graves, mas é necessário um acompanhamento constante, principalmente para realizar procedimentos cirúrgicos que ajudem a fechar a região.
  • Alterações Ósseas – a formação óssea do bebê pode vir mais frágil, ou com mudanças mais específicas, como na tíbia, no fêmur e no úmero.

É importante ressaltar um detalhe para as mães que possuem sífilis, estão em estágio latente e estão preocupadas que a infecção possa ser passada pelo leite materno. Isso não acontece. Os médicos especializados no assunto já garantiram que não há quaisquer riscos de infecção desta maneira, o que não isenta a mãe de buscar tratamento de acordo neste período mais oculto da doença.

III) Existe tratamento para a sífilis?

Se for confirmada a presença da infecção, é necessário fazer o tratamento rapidamente de acordo com o estágio da doença. Para isso, procure orientação médica.

Diagnóstico de Sífilis

Além de clínicos gerais, urologistas e ginecologistas devem ser as fontes primárias de busca quando se percebe os primeiros sintomas de sífilis. Para o caso de crianças, o pediatra pode avaliar em primeiro caso antes de encaminhar para outro médico mais especializado.

Como seus sintomas se confundem com os de tantas outras doenças de origem bacteriana, os exames são feitos com o intuito de descartar todas as possibilidades e focar no tratamento o quanto antes.

O exame de sangue costuma ser o meio de diagnóstico mais comum. Nele, são avaliados a presença de anticorpos que estão responsáveis pelo tratamento de alguma infecção, o que pode pedir novas amostras mais aprofundadas. O mesmo vale para coletas de mucosas, caso haja a suspeita de sífilis.

Existem outros tipos de exames mais rápidos, que ajudem a identificar com mais facilidade a presença da doença no corpo. Nestes, o paciente suspeito de ter a doença é avaliado desde a triagem em hospitais, recebendo o respaldo que precisam até serem devidamente avaliados.

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Uma vez identificada, o paciente com sífilis deve informar o quadro para seu parceiro sexual, e evitar relações do tipo até que a doença esteja curada 100%.

Cuidados para os casos de Sífilis nos três estágios

A penicilina é o principal tratamento contra sífilis, feito através de apenas uma injeção. No caso de sífilis primária ou secundária, a aplicação suficiente para impedir que a doença se desenvolva. No entanto, essa mesma aplicação única será mais efetiva apenas dentro de ao menos 1 ano de infecção da doença.

Para casos de sífilis terciária, o tratamento pode ser mais longo, e mais arriscado também. O uso de penicilina permanece, porém em mais doses, e acompanhada com um tratamento auxiliar para conter os sintomas mais graves. Caso ela tenha atingido outros órgãos, podem trazer sequelas, mas ainda há chances de cura.

Com o diagnóstico precoce, a cura geralmente é mais rápida e evitam-se sequelas. Ao fazer o tratamento, podem surgir sintomas como calafrios, náuseas, dores de cabeça e febre. Também é importante ressaltar que, caso o paciente possua alergia a penicilina, serão necessários outros tratamentos mais específicos.

É necessário fazer visitas regulares ao médico responsável e exames de sangue para garantir que tudo esteja bem. A pessoa curada não recebe imunidade podendo ser contaminado novamente por outra pessoa que tenha a doença.

Durante o tratamento, ainda pode existir a chance de contrair sífilis decapitada, que é adquirida por transfusão de sangue e se inicia na sífilis secundária. Apesar de ser extremamente rara, há um risco maior para usuários de drogas injetáveis e materiais contaminados.

Tratamento para crianças e gestantes com sífilis

Para crianças que possuem sífilis congênita é preciso que fique internada para o tratamento por pelo menos 10 dias, para que sejam feitos os exames e mantenha o pequeno em repouso até recuperação.

O uso de penicilina permanece o mesmo, porém em quantidades mais controladas para garantir a segurança da criança. Por ser um medicamento que afeta de forma pesada o organismo, é preciso um monitoramento constante.

Para gestantes, a única forma é justamente a injeção de penicilina, salvo nos casos de alergia, em que são utilizados outros antibióticos por via oral. Porém, nesses casos, apenas a mãe recebe o tratamento, sendo necessários mais exames durante o pré-natal para garantir um nascimento mais seguro para a criança.

Tratamento para pessoas alérgicas a Penicilina

Para quem tem alergia à penicilina, pode-se usar outros tipos de medicamentos.

  • ceftriaxona
  • azitromicina
  • doxiciclina
  • tetraciclina
  • probenecid
  • estearato de eritromicina

Todos eles são administrados por via oral, para causar menos riscos ao corpo. O tempo exato vai depender do acompanhamento médico, então não se automedique: além do risco da falta de direcionamento em si, os efeitos colaterais são ainda mais nocivos.

Sífilis tem cura?

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Com os avanços dos últimos anos, hoje em dia é possível curar-se da sífilis, se seguir o tratamento corretamente. Quando mais cedo for identificada, mais rápido e menos perigoso será sua recuperação. Ainda nesse tratamento adiantado, o paciente não sofrerá nenhum tipo de sequela grave.

Contudo, como se trata de uma doença que possui seu período latente, e portanto está exposta a novas manifestações, é preciso realizar exames de sangue com frequência, após o tratamento, para se certificar de que a bactéria foi erradicada. Os ciclos de exames começam em 6 meses após o tratamento, dobrando sua frequência até atingir 2 anos.

Grupos de risco

A Sífilis é uma doença que pode atingir tanto homens como mulheres, sem distinção. Contudo, existem alguns grupos específicos que podem ficar mais expostos a ela do que outros, que vamos destacar a seguir para que seja mais fácil de sair deles, e buscar as prevenções de acordo.

  • Pessoas com vida sexual ativa e que não se protegem durante as relações
  • Pessoas com mais de um parceiro sexual
  • Possuir o vírus HIV, o que facilita a entrada da bactéria.

IV) Como prevenir?

A melhor forma de prevenção contra sífilis é através de prevenção na vida íntima. Usar preservativos durante relações sexuais é primordial para evitar não apenas a própria sífilis, como outras doenças sexualmente transmissíveis. Uma vez que é difícil saber com antecedência se seu parceiro tem ou não tais doenças, a proteção é necessária.

Os riscos ao não cuidar da sífilis

Como toda doença que se espalha pelo corpo, a sífilis possui consequências gravíssimas quando não tratada. O óbito é a principal delas, obviamente, mas existem outros tantos quadros antes dele que assustam seus enfermos, e que podem, ao mesmo tempo, serem uma forma de mostrar o quanto é importante realizar os devidos cuidados.

Vejamos em detalhes quais são essas complicações relacionadas à sífilis.

Possibilidade de tumores – comum no estágio terciário, podem surgir inchaços expressivos na pele, nos ossos ou nos órgãos, especialmente no fígado. Se não for devidamente controlado, alguns desses inchaços pode permitir a aparição de tumores malignos.

Complicações cardíacas – acontece quando a Treponema invade o sistema circulatório, afetando veias, artérias, e o próprio coração. Pode ocorrer como um dos primeiros sinais da sífilis terciária, e em alguns casos pode ser fatal. Entre seus sintomas, ocorrem casos de inflamações na aorta e outros vasos e artérias espalhadas no corpo, e aneurismas.

Doenças neurológicas – O paciente começa a desenvolver uma série de problemas neurológicos e outras doenças relacionadas ao sistema nervoso, quando a bactéria consegue atingir essa região. Entre eles, podemos destacar pontos como AVC, Meningite, além de esquizofrenia, demências e perda de alguns sentidos, principalmente visão e audição.

Maior exposição a outras doenças – Com o sistema imunológico comprometido por lidar com a infecção, a sífilis pode deixar o organismo do infectado completamente exposto para outros tipos de invasores, como vírus responsável pela AIDS. Como seu meio de transmissão é o mesmo da sífilis, um paciente que sofra desse mal deve ficar atento para não ter contraído outras DSTs.

Além de todos esses fatores, é importante ressaltar que, apesar de haver chances de cura e salvar um paciente que esteja com sífilis terciária, algumas de suas consequências podem não ser revertidas. Cada caso deve ser avaliada pelo médico, e lidar com eles com a devida atenção.

V) Sífilis: Fotos

À seguir, temos algumas fotos que caracterizam a doença em seus estágios primários, secundários e terciários, em ordem crescente, Esteja atento a alguns desses sinais, e busque ajuda o quanto antes caso identifique-os.

sifilis mancha no pescoço dicavida
sifilis nas costas dicavida

Veja também esta explicação do Dr. Eduardo Medeiros sobre sífilis (10:08): 

Mesmo com os avanços atuais da medicina, a sífilis ainda é uma doença que precisa ser combatida não apenas com medicamentos, mas com informação e conscientização. Com os cuidados preventivos constantes, e sem folga, você pode ter uma vida sexual bem ativa, e uma saúde muito preservada. Não deixe de se cuidar, e até a próxima! 

Fontes:

 https://www.webmd.com/sexual-conditions/syphilis#1

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